ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 10/12/2020
A Constituição Federal, promulgada em 1988, em função do amplo leque de direitos, os quais asseguram teoricamente aos cidadãos brasileiros, qualifica-se como a maior e mais completa Carta Constitucional vigente. Entretanto, a despeito de a segurança ser um direito universal e inexorável ao cidadão brasileiro, contrapõe-se a garantia desse direito com o combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças, no qual implica-se entraves caóticos para essa parcela do povo brasileiro. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Em primeira análise, é importante destacar que a falta de conhecimento das crianças, em relação ao uso excessivo dos celulares, é um fator impulsionador do problema. Segundo a pesquisa feita Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), mostra que 64% dos estudantes de 8 a 12 anos que utilizam mais de 8 horas por dia os aparelhos celulares, apresentam aspecto sedentário e dificuldade em realizar atividades educacionais. Paralelo a isso, constata-se que as tecnologias usadas de forma exagerada, prejudica as crianças em praticar atividades comuns no dia a dia. Desse modo, é substancial a mudança desse quadro.
Outrossim, é válido salientar que, conforme Immanuel Kant, o princípio da ética é agir de forma que a ação possa ser uma prática universal. De maneira análoga, a negligência dos pais ao uso em demasia das tecnologias vai de encontro à ética kantiana, dado que, se os pais não tomarem uma providência, os filhos continuarão com o uso excessivo das tecnologias. Com base nisso, a falta de diligência desses atos é prejudicial à ordem social e, por conseguinte, torna-se contestável quando é desconsiderado. Dessa forma, medidas precisam ser adotadas para refrear o uso indiscriminado dos “smartphones” pelas crianças.
Em suma, com o intuito de amenizar essa problemática, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), deve promover aulas curriculares nas escolas sobre como socializar e usar a internet de forma apropriada e segura, por meio de investimentos no setor de educação básica, a fim de mostrar que o Estado zela pela integridade dos seus direitos. Ademais, as Instituições de ensino, juntamente com as famílias, devem inserir a discussão sobre esse tema tanto no ambiente doméstico quanto no estudantil, por intermédio de palestras, com a participação de médicos e especialistas, que debatam sobre os problemas que os aparelhos celulares podem causar no organismo, com o objetivo de evitar uma geração doente e dependente de aparelhos digitais. Feito isso, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos direitos elencados na Carta Magna.