ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 14/12/2020

Divergindo das gerações anteriores, os indivíduos que nasceram após os anos 2000 já surgiram no mundo durante o ápice da era digital, tendo acesso a diversos aparelhos tecnológicos. Nesse contexto, esses sujeitos, cada vez mais jovens, sentem a necessidade de se inserir nos cyberespaços, sem ter noção dos riscos a que podem estar submetidos. É importante que os responsáveis estejam cientes de que o uso indiscriminado das tecnologias digitais por crianças acarreta em uma exposição alarmante a conteúdos perigosos e maliciosos, que põem em risco a segurança física e mental das mesmas.

Em primeira análise, é relevante explicar que o desenvolvimento físico, mental e social infantil é de extrema importância para o amadurecimento pessoal de uma pessoa e se refletirá posteriormente em sua fase adulta. Assim, é necessário garantir que a criança se desenvolva bem e de forma positiva durante esse período, algo que os ambientes virtuais, sem controle, não podem ofertar. A internet é insegura até mesmo para pessoas mais velhas, que já são mais atentos com as problemáticas desses espaços, sendo então péssimos para as crianças que são totalmente vulneráveis e influenciáveis.

Ademais, vale ressaltar que muitos utilizam-se do “anonimato” das redes, para enganar e expor os jovens a situações maldosas. Segundo uma pesquisa realizada com crianças, com idades entre 8 e 12 anos, mais de 50% delas alegaram ter perfis públicos em redes sociais e terem visto imagens e/ou vídeos com conteúdo sexual em alguma dessas redes. Isso é apenas um exemplo de como as tecnologias digitais não são um ambiente seguro e nem saudável para os pequenos. Sem algum tipo de controle e supervisionameno por parte dos responsáveis, essas crianças podem correr sérios perigos nesses locais virtuais.

Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca do uso indiscriminado das tecnologias digitais por crianças é imprescindível para o desenvolvimento saudável de todos esses jovens. Nessa lógica, é necessário que o governo estabeleça leis e normas que regulem e tipifiquem conteúdos proibidos e sem filtro. Além disso, as famílias devem buscar dialogar com os filhos e explicar sobre os malefícios dessas tecnologias, explicando o porque de ser necessário uma supervisão e cautela, e promover atividades lúdicas para que o lazer dos pequenos não se limite aos espaços digitais. Dessa forma, o uso das tecnologias se tornarão um agregador a vida das crianças e não um fator limitante.