ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 16/12/2020
Com o advento da tecnologia e a inserção, cada vez mais cedo, dos indivíduos nas suas redes digitais de informação, muito foi discutido na sociedade sobre os benefícios dessa inclusão para as crianças, como um maior acesso a um conteúdo educativo e o desenvolvimento da interação e comunicação social. No entanto, se não houver um controle parental do uso dessas ferramentas pela criança, o exagero pode levar a prejuízos físicos e psicológicos, além dos sérios riscos atrelados à exposição virtual das mesmas.
Primeiramente, é válido ressaltar que o uso indiscriminado das redes sociais por crianças está atrelado a danos físicos e mentais. No primeiro caso, associa-se que a criança. ao ultrapassar o tempo saudável de uso, permanece por um longo período sem realizar nenhuma atividade física, ou seja, diversas horas do dia são gastas de maneira estática, apenas usando o celular, computador ou tablet, o que pode ser considerado um primeiro passo ao sedentarismo, que está relacionado a doenças como a obesidade, também presente na infância. Além desse fator, nota-se também uma relação, demonstrada em pesquisa de 2019, feita pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entre essa utilização indevida à noite e problemas como cansaço, memória fraca e estresse, uma vez que, o estímulo da luz do aparelho eletrônico no horário de dormir desestimula a liberação de hormônios indutores do sono, diminuindo a qualidade deste e reduzindo a qualidade de vida.
Em segundo lugar, destaca-se que a criança, nas redes digitais e sem controle dos pais, pode estar exposta desde a conteúdos inadequados à sua faixa etária até crimes sexuais. Essa exposição pode ser constatada, por exemplo, no dado estatístico da Sociedade Mineira de Pediatria, de 2019, que relata que, de um total de 87% de crianças que usam o Facebook, pelo menos 47% tiveram contato com imagens ou vídeos contendo conteúdo sexual. Além disso, outros 9% foram contactados por predadores sexuais, com pedidos de conteúdo íntimo. Tais dados revelam a importância da presença parental na vida virtual do menor, uma vez que, tal ambiente não demonstra ser totalmente seguro e confiável.
É evidente, portanto, que a navegação pode agregar conhecimentos e ser um lugar de diversão, se usada com controle e cuidados responsáveis. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação realize uma campanha conscientizadora sobre a necessidade do acompanhamento dos responsáveis no uso das redes digitais pelas crianças, por meio da internet e mídias audiovisuais, de modo a garantir mais segurança no uso na infância e combater o uso indiscriminado, possibilitando então, a correta inserção infantil nos meios tecnológicos.