ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 28/12/2020
A infância é período da vida essencial para o desenvolvimento de caráter e personalidade. Nessa fase, aprende-se lições do espaço pequeno e controlado, a família, e do ambiente abundante e descontrolado, a sociedade. Ao invés da transição entre essas duas esferas ser gradual e consciente, o que vê-se atualmente é a criança imersa no ambiente instável através da internet desde pequena, sem que se saiba discernir o que é certo ou errado. Logo, o uso desregrado dos aparelhos digitais por crianças pode ser danoso não só à saúde, mas também à índole dessas.
Primeiramente, é notável a quantidade extensa de conteúdo online oferecido às crianças e que, nessa sociedade digital e conectada, torna-se inviável a proibição total do consumo. No entanto, é ingênuo pensar que a criança por si mesma saberá escolher aquele de melhor qualidade e, ainda, quanto tempo passará conectada. É dever do adulto responsável por ela definir como o jogo, a televisão e as redes sociais deverão ser usadas, pois ele é a pessoa que conhece o funcionamento desse ambiente imoderado.
Além disso, o uso pronlongado dos aparelhos digitais afeta a sociabilidade das crianças. Ao passar horas seguidas jogando ou assistindo à televisão, essas perdem contato com o mundo ao seu redor. Dessa forma, ao se ver numa situação com novas pessoas, elas podem se sentir pressionadas ou ansiosas, sem saber como agir. Assim, crescem com receio de eventos sociais e torna-se mais difícil separá-las do conforto das telas.
Portanto, é preciso controlar o uso de aparelho digitais pelas crianças. O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente pode começar com a cobrança de responsabilidade pelos conteúdos online oferecidos pelas plataformas, para que a criança não seja exposta à indecências e conteúdos impróprios. Ainda mais, centros de atividades para a juventude podem ser criados para promover a integração e sociabilidade das crianças, para que não fiquem sozinhas em frente às telas. Logo, as crianças serão integrantes da sociedade, não espectadoras.