ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 20/12/2020

O caráter apelativo das aplicações desenvolvidas para dispotivos móveis, bem como sua incontestável conveniência, nos tornou, de certo modo, dependentes destas. Essa dependencia, bem como a falta de um direcionamento adequado, seja em casa ou na escola, põe em risco o futuro da sociedade. Diante disso, a decisão de como e quando inserir essas tecnologias na vida dos mais jovens representa um novo desafio aos pais dessas novas gerações.

Primeiramente, as redes sociais, embora virtuais, são tão relevantes quanto, ou mais ainda, que qualquer ambiente público, como um shopping ou uma praça. No entanto, também é real que, diferentemente desses dois, ninguém nunca esteve preparado para o aparecimento dessas tecnologias tal qual como a conhecemos. Isto é, tamanha é a velocidade das mudanças, que muitos pais simplesmente desistem de tentar acompanhar e acabam falhando em educar os filhos em tais assuntos.

Ademais, de acordo com dados da Sociedade Mineira de Pediatria, mais da metade dos perfis de crianças são públicos, enquanto que, dessa parcela, um terço compartilham informações de contato. Cerca de metade informam também a escola em que estudam. O compartilhamento dessas informações sensiveis por crianças é, por obvias questões de segurança, uma falha não só dos pais mas também das redes socias que abrigam esses dados. Afinal, as redes sociais não podem representar uma oportunidade para a atuação de adultos mal intencionados.

Desse modo, urge que o Estado atue organizando campanhas de conscientização direcionadas aos pais, por meio de mensagens claras e objetivas, a fim de diminuir a o desnível de gerações na compreensão das novas tecnologias e assim facilitar a educação em casa. Além disso, é imprescindível a atuação do poder legislativo no sentido de regulamentar a atuação das midias sociais, definindo padrões em sua atuação, a fim de dissociar, na medida do possível, exposição juvenil de vulnerabilidade. Espera-se, assim, diminuir o desamparo de crianças no ambiente virtual.