ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 21/12/2020
De acordo com o filósofo Jean-Jacques Rosseau, o ser humano nasce bom e a sociedade é responsável por corrompê-lo. Nesse sentido, na contemporaneidade, as crianças são apresentadas a natureza humana, majoritariamente, através da internet, que, aos poucos, como afirma Rosseau, as influencia de modo negativo. Por causa do acesso não supervisionado às mídias digitais, as crianças tornam-se sedentárias - em relação ao corpo e a mente - e, por consequência, perdem a capacidade de raciocinar.
Pode-se afirmar que a tecnologia, a despeito de suas infinitas utilidades, se não controlada, é considerada um mal na vida de jovens em processo de formação. Visto que, nas redes sociais, instalam-se pessoas que desrepeitam os direitos humanos por trás de usuários anônimos, as crianças são expostas a conteúdos impróprios, que não são devidamente fiscalizados, já que não há uma “polícia da internet”. Sendo assim, aquilo que foi criado para proporcionar entretenimento torna-se uma ameaça crescente para mentes inocentes em desenvolvimento.
Ademais, como consequência do uso não assistido da internet por crianças, revelam-se, fora do mundo virtual, jovens sedentários, que, devido ao alto tempo de uso dos despositivos eletrônicos, não praticam atividades físicas que diferem do “deslizar o dedo no celular”. Segundo uma pesquisa realizada pela Unicamp, por exemplo, dois terços das crianças entrevistadas não se exercitam, o que contribui não apenas para a iminente obesidade, mas também para a energia, que, por sua vez, mostra-se comprometida. Assim, nota-se a má contribuição da tecnologia para a vitalidade das crianças.
Em suma, é mister vencer o livre uso das tecnologias digitais por menores de idade. Para isso, urge que as redes sociais, tal como o Facebook, o Twitter e o Instagram, possuam uma classificação indicativa, e, desse modo, verifiquem, através da carteira de identidade, a idade dos usuários a fim de evitar a exposição infantil na mídia tecnológica. Com isso, ter-se-á uma relação harmoniosa entre o virtual e o real, que não contamine a integridade pura de crianças e, logo, não comprove o que foi dito por Rosseau.