ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 28/12/2020
O advento da Revolução Tecnológica trouxe consigo não apenas uma alta velocidade de compartilhamento, mas também a possibilidade de controle dos dados e, por conseguinte, filmes como Matrix (1999) introduziram possíveis efeitos caso a inteligência artificial (IA) continuasse a evoluir de maneira exponencial. Contudo, fora das telas, embora sejam vistos significativos no ambiente virtual, o uso demasiado das tecnologias digitais de informação por crianças têm gerado consequências nocivas e, seu combate, torna-se urgente. Nesse sentido, covém resaltar como causas que perpassam tanto o âmbito econômico, quanto político.
Nessa direção, é importante destacar, a priori, que grandes empresas estão entre os entraves que dificultam a resolução da problemática. Prova disso, de acordo com o documentário da Netflix, Dilema das Redes, produzido por ex-CEO’s e funcionários de intituições como Google e Facebook, o uso indiscriminado das redes sociais é quase inerente aos usuários e potencializado às crianças. Tendo em vista que pequenos estímulos no cérebro são usados com a finalidade de prender a atenção e, consequentemente, conseguir o controle. Não obastante, tais ferramentas não se preocupam nem com os efeitos negativos, como a reclusão e dificuldade de socialização dos menores, tão pouco com a saúde física fora dos aparelhos, dessarte, o alto índice de sedentarismo entre eles.
Ademais, a falha do Poder Execultivo, em regulamentar o meio digital, impacta diretamente no desenvolvimento infantil. Acerca disso, o Estado, como bem afirmou o economista britânico John Maynard Keynes, deve promover o bem-estar social da população e, inclusive, das crianças. Entretanto, isso não se aplica ao atual cenário brasileiro, pois a falta de leis para fiscalizar às instituições que controlam as redes se apresenta como um problema nefasto. Somado a isso, os menores, ainda sem senso crítico formado, sofre com prejuducial influência do mercado tecnológico, análoga a da matrix, haja vista que elas estão totalmente vulneráveis à AI, aos algorítimos de controle e, com efeito, tendem a passar o maior tempo possível conectadas. Isso denota, sobretudo, que a imperícia estatal nessa área fere intrinsecamente um princípio básico: a dignidade humana.
Infere-se, portanto, que providências sejam tomadas para atenuar ao uso descontrolado das tecnologias digitais pelo segmento infantil. Dessa forma, compete à Federação criar o projeto “Controle Digital é Saúde”, por meio da mobilização do Poder Judiciário para desenvolver leis e regulamentos, junto à profissionais da saúde - como psicólogos e pediátras -, com objetivo de reduzir os mecanismos de influêcia dos meios virtuais. Assim, essas ações poderão não só fazer jus às teorias Keynesiana, mas também, gradativamente, promover a reintegração legítima dos pequenos às atividades sociais.