ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 01/01/2021

Em 2007, Steve Jobs lançou um dispositivo tecnológico que mudou a vida das pessoas em todo o globo: o smartphone. Com essa tecnologia, capaz de colocar o mundo “na palma das mãos”, o acesso à rede mundial de computadores ampliou-se de tal maneira que passou a ser essencial na vida de muitos, inclusive, crianças. Contudo, é preciso ter cautela diante do uso de aparatos digitais entre os pequenos, pois ele pode acarretar dependência e mesmo prejuízo no crescimento de menores.

Em primeira análise, é cada vez maior a prevalência da nomofobia, ou seja, à dependência tecnológica, principalmente ao celular e a jogos. Essa condição, já considerada uma doença, é capaz de prejudicar significativamente a vida dos usuários, conforme demonstra a história de William, descrita pelo jornal britânico The Guardian há alguns anos: o menino, de três anos, chegou a bater na irmã mais nova, alegando que ela estava o atrapalhando ao jogar videogames. Por isso, os pais da criança foram forçados a levá-la para uma desintoxicação digital.

Além disso, o acesso a computadores, tablets e celulares por crianças muito novas pode ser prejudicial à formação cognitiva. Essa afirmação foi resultado de um longo estudo feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019, o qual aponta a necessidade de impedir o contato de menores de dois anos com telas de qualquer espécie. Nesse sentido, a tendência contemporânea de deixar os filhos brincando com dispositivos digitais por tempo indeterminado pode deixar sequelas.

Portanto, tendo em mente os riscos inerentes ao uso de tecnologias de informação por crianças, o governo deve investir em instituições capazes de realizar desintoxicação digital, como o grupo Delete, no Rio de Janeiro, instituto que combate o abuso e dependência de tecnologias. Por outro lado, os pais devem estar mais próximos dos filhos, evitando que o lazer seja dependente de telas de qualquer espécie e incentivando os menores a atividades lúdicas. Assim, o impacto do smartphone e dos demais dispositivos eletrônicos poderá ser usado apenas para benefícios.