ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 14/01/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 226º, a família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o combate do uso exagerado das tecnologias pelo público infantil, dificultando, deste modo, a universalização da proteção desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro como ineficiência do estado e da família. Além disso, os seus impactos positivos e negativos para a criança.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a exceção de medidas governamentais e parentais para combater o abuso dos meios tecnológicos pelos infantes. Nesse sentido, essas instituições sociais não apresenta controle para lidar com a nomofobia - fobia social originada a partir de uma dependência excessiva da tecnologia e seu uso gerado- que provoca problemas fisiológicos, emocionais e físico. Outro ponto relevante, segundo dados levantados pelo appguardian, os pequenos consumidores passam metade do tempo em redes sociais e jogos em aparelhos eletrônicos. Muito se discute sobre a transferência do cuidado parental pra os meios digitais como forma de entretenimento, deixando as crianças com poder de decisão sobre o uso das novas tecnologia.
Ademais, é fundamental apontar os impactos gerados nas crianças o uso indiscriminado de jogos e internet. Segundo o filósofo Pierry Bordieu na sua obra Cibercultura - aborda as novas práticas e hábitos oriundos da inserção de novas tecnologia no cotidiano da sociedade-. Nesse sentido, vale ressaltar, o impacto positivo da tecnologia no processo de aprendizagem, cultural, social e correção dos conhecimentos pelas crianças. Entretanto, por outro lado, os problemas físicos gerados pela tecnologia como alteração do padrão de sono, sedentarismo e obesidade. Há de se considerar, os traumas psicológicos como o Bulliyng, depressão e suícidio associado a exposição excessiva desse grupo etário.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se evitar o uso exagerado dos meios digitais. Para isso, é imprescindível que o Ministério da família e cidadania juntamente com o Ministério da educação, deve promover palestras por intermédio de redes sociais e escolas com profissionais da área, - psicólogos, pedagogos e médicos - a fim de orientar sobre os riscos do uso abusivo dos equipamentos tecnológicos e suas consequências para a saúde dos pequenos brasileiros. Assim, se consolidará uma sociedade mais consciente do seu papel para diminuir os impactos tecnológicos das crianças, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.