ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 10/01/2021
Com a criação da internet em 1969 nos Estados Unidos, as relações sociais e políticas humanas mudaram, de forma que a tecnologia inseriu-se substancialmente na sociedade. Sob tal ótica, a população se apropriou de seu uso no cotidiano e, não excluídas de tais avanços, as crianças também adentraram no mundo digital. Entretanto, por meio do uso indiscriminado das tecnologias, impasses na saúde mental e física e a falta de segurança cibernética começaram a surgir. Logo, torna-se indispensável o entendimento do quadro supracitado, com o fito de amenizá-lo.
Em primeira análise, de acordo com Albert Einstein, a tecnologia ultrapassou a humanidade. A partir disso, os videogames e as redes sociais passaram a tomar grande parte do tempo dos jovens, o que provoca efeitos em outras atividades rotineiras, como na prática de esportes e, até mesmo, na alimentação, uma vez que o tempo destinado à elas é reduzido e isso acarreta em problemas graves, por exemplo a anemia e o sedentarismo. Além disso, ocorre o processo de alienação, no qual a criança passa a acreditar que o mundo virtual das telas faz parte da realidade, como é o caso dos videogames. Com isso, nota-se que a massa civil jovem é fortemente impactada pelas inovações do século XXI.
Outrossim, grande parte da população têm acesso à internet, sendo 70% dos brasileiros, segundo a pesquisa TIC domicílios. Dessa forma, qualquer pessoa pode facilmente acessar contas de crianças e obter informações pessoais que podem ser usadas para a execução de crimes como sequestro, roubo ou pedofilia. Ademais, a internet é considerada “terra sem lei”, o que dificulta a ação do Estado, que perante o Artigo sexto da Constituição de 1988 deve garantir o direito à segurança. À vista disso, fazem-se necessárias medidas para mitigar o entrave.
Depreende-se, portanto, que o uso indiscriminado da tecnologia gera impactos negativos no bem-estar da juventude e, por isso, esse cenário deve evoluir. Para isso, é imperativo do Estado, em conjunto com o Poder Legislativo o aperfeiçoamento das leis voltadas à internet, de maneira que sejam mais rígidas quanto à navegação de crianças nas redes, por intermédio da maior fiscalização na autenticação da idade dos indivíduos e a criação de aplicativos seguros destinados a esse corpo social. Além do mais, o governo deve promover campanhas, a fim de conscientizar os cidadãos acerca de criminosos que encontram-se nas mídias sociais, para, desse modo, trazer segurança no uso das tecnologias para crianças.