ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 12/01/2021
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu artigo 4º, assegura aos menores o direito à saúde e educação. Contudo, esse documento é assolado com o uso excessivo de celular na infância, o qual acarreta vários problemas em médio e longo prazo. Dentre eles, complicações de saúde, devido ao tempo de exposição, e atrasos educacionais, decorrentes da diminuição da capacidade cognitiva. Dessa forma, exigem-se medidas paliativas.
A princípio, é válido salientar que desde de sua invenção, na década de 70, o aparelho telefone auxiliou no encurtamento de distâncias e na aproximação de pessoas. Entretanto, seu uso excessivo causa diversas complicações, como, a título de exemplo, depressão, ansiedade, diminuição da capacidade comunicativa e social, além do distanciamento dos pais, sendo esse último a porta de entrada para os atos de pedofilia pelas redes sociai, consoante pesquisas do G1. Posto isso, no filme europeu “Happy End”, conta a história de pais negligentes e uma filha viciada em celular com vários problemas psicossociais, o que evidencia como a ficção imita à realidade.
Outrossim, outro âmbito afetado é o educacional. Uma vez que, com o abuso de aparelhos eletrônicos na infância, há a diminuição da capacidade cognitiva e de aprendizado, diminuição do foco e concentração, além da própria evasão escolar, decorrente do baixo desempenho escolar. Segundo pesquisa do G1, o abuso de aparelhos eletrônicos por crianças pode acarretar problemas em escrever, o que mostra o quão grave a problemática se apresenta.
Por conseguinte, compete ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, a criação de projetos extracurriculares que, abrangendo pais e alunos, e, munidos de oficinas e debates, apresente às famílias as consequências do abuso da tecnologia, como ela afeta o desenvolvimento social e estudantil, instrua a como diminuir e agir nesses casos. E só assim, com medidas graduais e progressivas, diminuir o uso excessivo de tecnologias de informação na infância e fazer valer ao ECA.