ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 13/01/2021

Dados divulgados pela UNICAMP indicam que a maioria das crianças entre oito e doze anos são sedentárias. Esses dados demonstram que o combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças não vem acontecendo. Nesse sentido, em virtude da falta de debate e da falta de legislação, percebe-se a configuração de um problema complexo.

Primeiramente, a falta de debate é uma causa latente. Segundo Focault, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Nesse contexto, observa-se uma lacuna no que tange ao uso excessivo da tecnologia por crianças, uma vez que as grandes empresas de redes sociais e entretenimento digital visam somente o lucro, negligênciando assim a faixa etária dos navegantes de seus sites e consequentemente recomentadando conteúdos inapropriados à essas crianças.

Ademais, a falta de legislação também é uma causa do problema. De acordo com Umberto Eco, “Para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Sob essa lógica, verifica-se a falta de uma lei que obrigue as empresas à exigirem o devido consentimento dos responsáveis das crianças no momento do cadastramento em redes sociais e plataformas de entretenimento digital. Além disso, tais sites espionam sem autorização essas crianças a fim de terem acesso ao conteúdo que consomem e, com isso, manipula-las através de anuncios de produtos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Para isso o MEC em parceria com as escolas devem promover campanhas de concientização e palestras, por meio de propagandas na televisão ou postagens em redes sociais, a fim de alertar os responsáveis dessas cricanças à limitarem o uso excessivo das tecnologias e incentivar à pratica de outras atividades. Tais palestras podem ainda contar com a presença de psicólogos, pediatras e especialistas no assunto.