ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 28/01/2021
O uso de tecnologia está cada dia mais presente na sociedade e abrange praticamente todas as faixas etárias. Nesse sentido, as crianças expressam parcela considerável do uso de aparelhos digitais. No entanto, seu uso indiscriminado é um problema grave, tem origem na revolução técnico-científica e perdura na sociedade em razão da alienação causada pela influência ao qual os individuos estão inseridos.
Primordialmente, é necessério compreender as raízes históricas da utilização exacerbada de aparelhos eletrônicos. Na segunda metade do século XX, a terceira revolução industrial eclodiu no auge da produção científica. Os eletrodomésticos e os dispositivos móveis atraíram os holofotes e tornaram-se os produtos mais vendidos mundialmente. Porém, a indústria não cessa, e, diariamente novos pesquisadores buscam fórmulas para atrair a atenção de usuários e assim torná-los viciados, alavancando ainda mais a indústria eletrônica, o que permite entender o início da problemática provocada pela revolução citada.
Não obstante, ao analisar apenas os jovens, em especial as crianças até 12 anos, a situação torna-se ainda pior. Considerando que não é preciso muito para persuadí-los e convencê-los, quando estão cercados de colegas que também fazem uso abusivo desses dispositivos, o problema pode tornar-se descontrolável, já que esses também os incentivam a fazer uso dos aparelhos. Esse fato pode ser comprovado pela teoria determinista de Taine, que afirma que o homem é fruto do meio, da raça e da historia, o que confirma a alienação causada pelo contexto em que estão inseridos, nesse caso a escola e influência dos amigos, e pela revolução, já apresentada, que ocorreu no século XX.
Dessa forma, o uso exacerbado dos aparelhos eletrônicos, com foco no público jovem, causa vícios e dependências. Para resolver a situação, é necessário a promoção de campanhas de conscientização para os pais, por meios físicos (panfletos distribuídos na cidade) e digitais (redes sociais), de forma que esses tornem-se cientes dos malefícios do uso descontrolado desses aparelhos. Essas campanhas seriam realizadas pelo Ministério da Educação, em parceria com psicológos renomados, e como efeito teria-se a diminuição do uso das tecnologia pelas crianças, alavancando a capacidade intelectual e contribuindo para a formação neural correta do jovem.