ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 21/02/2021

No “Sítio do Picapau Amarelo” é comum a cena de Dona Benta contando histórias para os seus netos, incentivando a criatividade deles. No entanto, na contemporaneidade, esse tipo de interação com crianças se torna cada vez menos frequente, pois elas utilizam eletrônicos de forma indiscriminada. Dessa forma, para combater esse problema, cabe a reflexão acerca da influência dos pais nessa realidade e os riscos à integridade da criança.

Em primeiro plano, cabe destacar que, não só o fato dos pais permitirem o acesso à tecnologia, mas também, o uso exagerado pelos próprios adultos pode refletir na mesma atitude pelas crianças. Afinal, segundo o psicólogo Roberts, a criança aprende mais pelo exemplo dos pais do que pelo que eles falam. Nesse sentido, de nada adianta os pais discursarem para os filhos sobre os perigos de utilizarem tecnologia em excesso se, na prática, eles fazem exatamente a mesma coisa. Nota-se então, que enquanto os pais não modificarem sua postura, essa situação não será resolvida.

Ademais, vale ressaltar que a internet pode ser extremamente perigosa para crianças, pois expõe  elas a qualquer tipo de conteúdo e a qualquer tipo de pessoa. De acordo com o “Tec Mundo”, o Brasil é o quarto país com menor segurança na internet. Desse modo, entende-se que tendo contato com internet sem supervisão, a criança pode ser sujeita à pedofilia e à pornografia. Pois, segundo a Sociedade Mineira de Pediatria, 9% das crianças  já receberam pedido de nudes e 42% já tiveram acesso a conteúdo sexual. Percebe-se que, enquanto as crianças tiverem acesso ilimitado à essas tecnologias, estaram sujeitas a diversas situações de risco.

Logo, para que exista uma aproximação entre o cenário brasileiro a história de Monteiro Lobato, cabe ao governo tornar a internet mais segura para as crianças, por meio de um sistema de segurança gratuito que possibilite aos pais bloquear sites perigosos, similar a progsrmas já existentes de forma paga, para que as crianças possam utilizar a internet com segurança. Além disso, a família deve limitar o uso de tecnologias e proporcionar à criança brincadeiras criativas.