ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 08/03/2021

A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 6º, o direito a proteção à maternidade e à infância como inerente a todo cidadão brasileiro. No entando, tal vigência não tem sido cumprida corretamente na prática, visto que à infância no Brasil tem sido prejudicada por uma exposição exagerada ao ambiente virtual, o que pode causar diversos distúrbios comportamentais e favorecer o acontecimento de cibercrimes. Diante disso, faz-se necessária uma ánalise para definir o papel dos pais na infância, e como a falta de supervisão  na web pode colaborar com o acontecimento de casos de pedofília.

Em um primeiro momento, deve-se ressaltar que uma das principais causas do acesso exagerado de crianças à internet, se deve a falta de preparo dos pais, que por não saberem lidar com os jovens, acabam tomando atitudes irresponsáveis, como deixa-los na frente do celular sem supervisão, por ser uma solução mais fácil do que dar atenção. Segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP), o acesso descontrolado à rede pode favocerer distúrbios comportamenteis, como agressividade ou alienação, ademais, longos períodos de tempo na frente do celular ou computador, contribuem para a ocorrência de sedentarismo e obesidade, que com o tempo, prejudicarão a saúde e o desenvolvimento do indivíduo.

Em segundo plano, é fundamental apontar que ao não fiscalizar os filhos, os pais abrem brecha para que ocorram casos de pedofilia. De acordo com a Sociedade Mineira de Pediatria (SMP), quase um terço das crianças que possuem redes sociais já entraram em contato com desconhecidos, o que é alarmante, uma vez que, a interação de menores com estranhos favorece o acontecimento de abusos, que podem ser tanto online por meio de mensagens ou vídeos, quanto pessoalmente, já que mais da metade dos perfis  infantis nas redes sociais são públicos, ou seja, podem revelar o telefone, o endereço ou a escola em que a criança estuda.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que o Ministério da Educação, mediante campanhas sociais, realize palestras apresentadas por pedagogos, com o objetivo de preparar e orientar os pais, ensinando-os a controlar e educar seus filhos, a fim de diminuir o número de atitudes irresponsaveis e aumentar a fiscalização sobre as atividades de seus filhos na internet. Assim, protegendo o bem estar da criança e se alinhando com os ideiais propostos na carta magna.