ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 20/05/2021
Desde meados do século XX, com a grande Revolução Técnico-Científico-Informacional, são observadas sucessivas ondas de inovações na ciência, o que fez com que a tecnologia se tornasse muito mais próxima e acessível para todo tipo de público, inclusive crianças. Com efeito, apesar da evolução no aspecto tecnológico, houveram regressos quando se trata de formação individual, causados tanto pelo uso infantil indiscriminado das redes, quanto pela falta de socialização com a vida real. Deste modo, é imprescindível buscar alternativas para combater o uso excessivo desses meios.
A princípio, o problema se dá pelo fato de que o mundo digital faz parte do crescimento infantil, haja vista que é um meio fácil, atrativo e que gera entretenimento. Os pais, na maioria das vezes ausentes por questões de trabalho, se sentem na obrigação de oferecer essa ferramenta aos filhos, e não entregam o compromisso de acompanhamento virtual. Prova disso, é uma pesquisa feita pelo “Sociedade Mineira de Pediatria”, que aponta que 42% das crianças afirmam já terem visto conteúdo de teor sexual na internet. Infere-se, por conseguinte, que o uso desordenado pela falta de monitoramento, pode trazer diversos impasses na questão familiar.
Além disso, outro ponto importante é que, a partir do ano de 2019, devido a pandemia do novo Coronavírus e a necessidade de isolamento social, os meios de acesso à essa ciência se tornaram necessários e muito mais fáceis para o público infantil. Nesse sentido, a criança se sente empoderada pela diversidade de coisas que a internet lhe oferece e não percebe a necessidade de praticar atividades básicas do dia a dia. Em virtude disso, os impactos causados pela mesma não ficam restritos somente ao comportamento e a alienação, mas são agravados principalmente por problemas de caráter físico como o sedentarismo e mudanças de comportamento.
Portanto, a fim de resolver as problemáticas citadas, cabe ao Ministério da Educação (MEC) convidar pediatras e psicólogos capacitados para redigirem palestras escolares, entre responsáveis e alunos, que abordem os riscos do uso indiscriminado de redes tecnológicas e alternativas que inibam tais problemas. Ademais, é necessário que o Governo Federal atue a favor do bem-estar de sua população e invista em campanhas governamentais que incentivem os pais a obterem controle de tempo e de uso virtual de seus filhos. Essa campanha deve ser feita com a abordagem dos principais pontos negativos do acesso sem monitoramento, como conteúdos inapropriados para menores de idade e a submissão para com essas redes. Assim, após tomadas as medidas, há de se esperar a diminuição desses males e uma recuperação da conexão no ambiente familiar.