ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 15/07/2021
Com o advento digital da 3º revolução indústrial, as novas tecnologias da informação tornaram-se presentes no cotidiano da população, inclusive no das crianças. Nesse âmbito, mesmo que as novas mídias possam ser aliadas, elas são, na maioria das vezes, prejudiciais pelo seu uso indiscriminado. Assim, as principais consequências disso para os rebentos é a exposição excessiva e as alterações psicossociais.
De início, expõe-se os danos da exposição virtual infantil. Nesse sentido, é o que acontece no filme americano de terror “Megan is Missing”, no qual uma adolescente é sequestrada por um maníaco após ser enganada e marcar um encontro com ele pela internet. Desse modo, diversos menores de idade, por terem um discernimento limitado pela pouca vivência, são facilmente manipulados por perfis falsos e, tristemente, estão à mercê da ação de criminosos.
Ademais, outro trauma adquirido no contexto são as alterações na formação mental dos infantes. De fato, segundo o pai da psicanálise Sigmund Freud, a infância é a fase da vida que o indivíduo mais está passível de absorver traumas, desenvolvidos em transtornos anos depois. Sob essa ótica, o contato com o bombardeamento de imagens perturbadoras e/ou pornográficas pode afetar, infelizmente, a química cerebral de uma criança e mudar seu desenvolvimento neuropsicológico, com efeitos duradouros.
Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. Dessa forma, cabe ao Governo Federal, maior responsável pelo bem-estar social, respaldado pelo Ministério da Educação, realizar campanhas de conscientização nas escolas acerca dos efeitos do uso indiscriminado das tecnologias da informação, por meio de cartazes e palestras com os estudantes e os responsáveis, a fim de minimizar a exposição infantil prejudicial. Somente assim, “Megan is Missing” continuará apenas como ficção.