ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 16/07/2021
A Revolução Informacional, ocorrida na segunda metade do século XX, acarretou em mudanças drásticas no conceito de comunicação e união mundial. Apesar de todos os benefícios proporcionados em virtude das tecnologias digitais de informações, o seu uso indiscriminado por crianças tem se tornado um grave imbróglio na sociedade contemporânea. Dessa forma, faz-se imperiosa a análise das causas e consequências dessa problemática, haja vista a supervisão escassa dos tutores e à ameaça que as redes sociais representam a esse grupo social.
Nessa perspectiva, a especialista em direito e educação digital Alessandra Borelli frisou a responsabilidade inerente aos tutores que permitem às crianças da casa o acesso ao “mundo virtual”. Contudo, a realidade não é essa, tendo em vista que crianças passaram a ser educadas por meio da internet, com influenciadores digitais e amigos virtuais, sendo expostos a conteúdos que não possuem capacidade para lidar, gerando vícios em jogos e redes sociais.Além da falta de sono e disposição ser um efeito comum aos expostos a luz azul dos dispositivos digitais, o que influencia diretamente na saúde do indivíduo. Portanto, essa negligência representa uma causa do problema.
Paralelo a isso, vale também ressaltar que, segundo a Sociedade Mineira de Pediatria (SPM), 47% das crianças disseram ter visto imagens e vídeos com conteúdo sexual nas redes sociais nos últimos 12 meses e 9% receberam pedidos de fotos íntimas. Isso evidencia a ameaça das redes sociais a esse grupo social, pois crianças são facilmente manipuláveis e muitas vezes coagidas a não contarem para os pais e, infelizmente, sendo vítimas de pedolofilia. Ademais, o ”bullying” virtual é comum na internet e corresponde a mais um malefício a ser evitado.
A partir desse ponto de vista, percebe-se as consequências da questão abordada Portanto, é mister que sejam tomadas providências para amenizar o quadro atual. Dessa forma, para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério da Família em parceria com ONG´s crie, por meio de verbas governamentais, campanhas de conscientização para os pais em escolas, redes sociais e programas de televisão acerca dos perigos das redes sociais e vida virtual na infância, com o propósito de garantir a seguridade das crianças. Ademais, cabe aos “CEO´s” dos meios de comunicações virtuais proporem algoritmos que garantam maior segurança aos usuários. Assim, esse problema será amenizado na sociedade pós Revolução Informacional.