ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 15/11/2021
Conhecida como “Cidadã” por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar o direito de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que o uso inadequado da tecnologia por crianças se configura como uma falha no princípio de isonomia. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da base educacional lacunar e da ingerência estatal.
Nesse cenário, é importante ressaltar que o uso inapropriado das tecnologias informacionais por crianças permanece devido à base educacional lacunar. Ademais, segundo Aristóteles, a educação é a direção essencial para a formação da vida pública, à medida que apoia para o bem — estar da sociedade. Nesse viés, se há problema social, sua base é a precariedade na educação. No que tange o uso indiscriminado da tecnologia por crianças, entende-se a influência dessa causa, uma vez que o educandário não atua em função de retroceder o problema, pois não oferecem às classes escolares materiais que ajam na resposta da questão. Dessa forma, enquanto o ambiente escolar não preparar devidamente seus discentes, o entrave do uso equivocado das tecnologias por crianças perdurará sobre o país.
Outrossim, sob essa ótica, constata-se a ingerência estatal como um dos complicadores. Nesse contexto, segundo o filósofo iluminista Rousseau, cabe ao Estado viabilizar ações que garantem o bem — estar coletivo. Porém, verifica-se no Brasil, que o uso inapropriado das tecnologias digitais por jovens rompe com as defesas dos filósofos, já que o Poder Judiciário tem a função de fiscalizar o cumprimento das leis, além de analisar se seguem os princípios constitucionais, entretanto a utilização indiscriminada da tecnologia por crianças proporciona prejuízos a saúde dos indivíduos, tanto mental quanto físico, desta maneira, não influência para o bem — estar social. Desse modo, a ingerência estatal é um fator agravante a essa problemática.
Portanto, para que adversidade seja minimizada, é necessária a intervenção das autoridades competentes. Sendo assim, é indispensável que o Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas nacionais educativas, deve introduzir novos métodos eficazes de ensino, por meio de cursos para professores sobre como abordar conflitos sociais em sala de aula. Tais cursos devem ser digitais e gratuitos, ensinando diferentes ferramentas e métodos. Nesse sentido, o intuito da proposta é conseguir diferentes soluções em conjunto com os alunos. Somente assim, esse problema obterá caminhos mais próximos para a solução.