ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 14/08/2021
A Revolução Técnico-científico-informacional, ocorrida a partir do século XX, alterou de forma significativa a maneira como produzimos e nos relacionamos, facilitando a troca de produtos e informações. Entretanto, desde seu emergência, o uso indiscrimanado dessas tecnologias digitais - principalmente por crianças - passaram a ser um problema dessas formas de relações hodiernas, que no atual cenário brasileiro, carente de informação, torna o combate dessa problemática ainda mais difícil.
É notório na contemponaneidade os efeitos das revoluções industriais nas relações, além de nas econômicas, nas sociais. O conceito de ‘‘modernidade líquida’’, criado pelo filósofo Zigmunt Bauman, faz alusão à essas interações hodiernas, frágeis e momentâneas. Nesse contexto, o uso de tecnologias por crianças torna-se mais atrativo que atividades fora do ambiente virtual, devido ao seu caráter breve e a facilidade de acesso aos conteúdos de rápida satisfação.
Ademais, a falta de informação dos responsáveis por essas crianças dificulta a erradicação desse problema. De acordo com a filósofa Djamila Ribeiro, para pensar em soluções para uma realidade, devemos tirá-la da invisibidade primeiro. Assim sendo, é indispensável que o uso indiscrimanado de tecnologias e suas consequências para o público infantil seja melhor discutido entre essas crianças e seus familiares, que estão cada vez mais alienadas à tal realidade.
Torna-se evidente, portante, que o atual modelo de produção e a carência de informações dos familiares favorecem a perpetuação do uso compulsório dessas tecnologias pelos mais novos. Dessa maneira, é imprescindível que o Ministério da Educação, órgão responsável pela execução de políticas educacionais, implemente na grade das escolas aulas que fomentem discussões acerca do uso correto de tecnologias digitais entre responsáveis e alunos, afim de conscientizar esse público sobre os problemas do ambiente virtual e evitar possível dependência. Assim a tecnologia tornará-se mais aliada do que inimiga.