ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 16/08/2021
Segundo, a OMS (Organização Mundia de Saúde), saúde é definida pelo completo bem-estar social, fisíco e emocional e não apenas a ausência de enfermidades e doenças. Seguindo esse ponto de vista, podemos concluir que nossa sociedade está doente. Infelizmente o uso indiscriminado de tecnologias digitais por crianças tem se agravado de forma negativa na sociedade brasileira. Sendo então, causado pela negligência dos pais como também pelo avanço tecnológico presente atualmente.
Em primeira análise, é necessário ressaltar que a cada dia os pais deixam seus filhos mais tempo em frente a aparelhos de tecnologia sem nenhuma supervisão. Durante a revolução industrial, a estrutura social sofreu uma alteração intensa, antes os trabalhadores rurais permaneciam em suas casas e fazendas o que facilitava a proxidade para cuidado de seus filhos, porém com o êxodo para as grandes cidades e extensas jornadas de trabalho os pais começaram a passar menos tempo ao lado de seus filhos deixando-os com o cuidado de amigos ou parentes. Destarte, observa-se que as crianças estão cada vez mais independentes em suas escolhas e distantes de seus pais que precisam sair cedo para o trabalho e chegar tarde em casa, o que potencializa o perigo das redes já que nem todos que estão on-line dispoem de boas intenções.
Dessa forma, o excesso de estímulos sociais para se aderir novas tecnologias apenas fomenta o problema. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, um fato social pode ser generalista e isso se dá quando todos os indivíduos de uma sociedade praticam os mesmos hábitos e costumes. Dessa maneira, o excesso de jovens e crianças inseridas no mundo digital já é um fato social da sociedade brasileira, pois a cada dia mais crianças estão on-line em redes sociais, sites de jogos e em plataformas de vídeo. Logo, é possível observar uma tendência social de estímulo para que cada vez mais crianças vejam o excesso de tecnologia como parte da sua vida rotineira.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para que o problema seja resolvido. Desse modo, o Estado com o apoio do Estatuto da Criança e do Adolescente devem juntos criar propagandas voltadas para duas esferas sociais, a primeira, focada nos pais e usando midías sociais, redes de comunicação em rádio e tevê, usando posts promovidos, falando sobre a importância de acompanhar tudo que seus filhos vem e navegam na internet, alertando-os dos riscos de problemas como pedofília e entre outros, para que possam permanecer alerta e cuidadosos com suas crianças. Logo após, o ECA, pode promover junto ao Ministério da Educação, projetos de conscientização para as crianças da rede pública e privada, por meio de oficinas aos fins de semana, estimulando-as a buscar outras formas de diversão além do ambiente on-line, para que possam conhecer o mundo além das paredes da tecnologia.