ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 05/11/2021

Na novela “Malhação”, o personagem personagem Julinho, de apenas 12 anos, ao se viciar em jogos online, passa a ficar madrugadas acordado, o que prejudica sua saúde e vida escolar. De fato, casos como o dele não se limitam a cenários fictícios e refletem como o acesso sem controle à internet é maléfico aos menores. Nesse sentido, combater o uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças é pertinente ao contexto brasileiro. Sobre essa perspectiva, é essencial analisar, a priori, as causas e consequências para então conseguir de elaborar um combate eficaz.

Deve-se pontuar, antes de tudo, que com o advento da Terceira Revolução Industrial, para gerar mais produtos de consumo, a tecnologia deixou de ser algo de difícil acesso e foi incorporada em diversas áreas da rotina do cidadão comum. Nessa lógica, é válido afirmar que a partir desse evento, as novas gerações já nasceram com o acesso facilitado à variadas tecnologias e por ser uma novidade, os pais, de outra época, não têm conhecimento sobre os possíveis impactos dessas novas ferramentas. Segundo, o escritor Paulo Coelho, o caminho digital é sem volta. Logo, presume-se que a pouca informação prática sobre os malefícios disso e a impossibilidade de retroagir à essa nova realidade, fez com que essa inovação fossem introduzida desde a infância.

Ademais, mesmo que as novas gerações já estejam imersas a um mundo tecnológico, as crianças não devem ser criadas com livre acesso aos meios digitais. De acordo com o médico Drauzio Varella, o uso das telas virtuais pode causar danos à visão, insônia e sensação de exaustão. Outrossim, conforme dados do Ministério Público Federal, apenas em 2020, foram registrados mais de 150.000 crimes cibernéticos. Dentre esses efeitos, as informações já existentes, como os fatos apresentados, são o suficiente para demonstrar como o uso indiscriminado das tecnologias digitais são prejudiciais, sobretudo aos menores. Desse modo, percebe-se certa urgência no combate à esse problema.

Torna-se evidente, portanto, que casos como o do Julinho não podem continuar a ser reflexo da sociedade brasileira. Assim, cabe ao Ministério da Família, com ações da união dos poderes executivos, criar um projeto, com foco em garantir a segurança infantil nas tecnologias digitais, por meio instrução aos pais sobre as consequências que o uso desses aparelhos pode trazer, através de aulas em ambientes públicos, a fim de que eles limitem o acesso dos menores a essas inovações. Além disso, esse projeto deve resguardar as crianças de outras formas, por intermédio do desenvolvimento e disponibilização gratuita de aplicativo de monitoramento, com o intuito de que os responsáveis consigam limitar o uso com mais facilidade. Enfim, a partir dessas ações, haverá o combate eficaz ao livre contato dos menores a essas modernizações.