ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 04/09/2021
No anime “Sword Art On-line”, são vistos episódios em que a imersão digital é tão profunda, que usu-ários de um jogo ficam hospitalizados para suprir necessidades fisiológicas frente a impossibilidade de desconectar. Em contexto real e hodierno, é imperioso o combate ao uso indiscriminado das tecnologi-as digitais de informação por crianças em prol de mitigar problemas fisicopsicossociais. Para isso, é lí-cito afirmar o não controle parental e ineficiência de política públicas como potenciadores desse mal.
Previamente, é válido pontuar o surgimento e crescimento simultâneo da geração millennials, até dias de hoje, com aparatos tecnológicos e a internet. Nessa percepção, imersos, segundo sociólogo Marshall, na aldeia global. Assim, perante esse fato, cabe a familiares intervirem no limite de tempo “on-line” de sua crianças no intuito do combate ao uso indiscriminado das redes. Tal iniciativa corrobora com a Organização Mundial da Saúde -que cientificamente provou, de acordo com artigos, que infantis com menos de um ano de idade não devem usar aparatos e que, ademais, de dois a cinco anos podem usar no máximo uma hora diária. Logo, é imprescindível a consciência e atuação parental nessa luta.
Em sugunda análise, a marginalização do tema em sistemas de ensino somada a inércia do governo frente ações efetivas contra essa mazela, acrescem à problemática. Dessa forma, sem uma educação infantil voltada aos limites de uso tecnológico, essa parcela estará mais propensa a desenvolver psico-ses, alienação e doenças físicas. Posto isso, segundo a BBC NEWS Brasil, sedentarismo, dificuldade de aprendizagem, ansiedade e diversos outros pontos negativos que afetam um desenvolvimento infanto-juvenil saudável, estão relacionados ao uso desmedido de aparatos virtuais por crianças. Além disso, é evidente que essa falha Estatal nesse combate induz essa parcela social ao imediatismo e consumismo, de acordo com conceitos da industria cultural de Adorno e Horkheimer sobre uma falsa liberdade.
Logo, fica claro que é impreterível sanar as causas para mitigar os efeitos malévolos do excesso das inovações digitais por menores. Para tanto, os órgãos do Estado, responsáveis pela educação, saúde e desenvolvimento, devem criar um projeto no intuito de promover conhecimentos acerca dos malefícios desses aparatos e instigar o dever da família nesse processo. Essa ação poderá ser feita por meio de palestras nas escolas, de cunho brigatório, bem como na disposição de cartilhas com instruçoes. Ainda, essas reuniões devem conter espaços interativos com exemplificaçoes, jogos e relatos. Assim, o visto em “Sword Art On-line” será só ficção e as crianças poderam ter melhor qualidade de vida.