ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 07/09/2021

No anime “Sword Art On- Line”, são vistos episódios em que a imersão digital é tão profunda, que usu-ários de um jogo ficam hospitalizados para suprir necessidades fisiológicas frente a impossibilidade de desconectar. Em contexto real e hodierno, é imperioso o combate ao uso indiscriminado das tecnologi-as digitais de informação por crianças em prol de mitigar problemas físicos e psicossociais. Para isso, é lícito afirmar o não controle parental e ineficiência de políticas públicas como elevadores desse mal.

Previamente, é válido pontuar o surgimento e crescimento simultâneo da geração millennials com aparatos tecnológicos e a internet. Posto isso, estão imersos no imediatismo e na quantidade exorbitante de informações instantâneas, em que defende o sociólogo Marshall como aldeia global. Assim, perante esse fato, cabe aos familiares intervirem no limite de tempo “on-line” de suas crianças no intuito do combate ao uso indiscriminado das redes. Tal iniciativa corrobora com a Organização Mun-dial da Saúde - que cientificamente provou, de acordo com artigos, que infantis com menos de um ano de idade não devem usar aparatos e que, ademais, de dois a cinco anos podem usar no máximo uma hora diária. Logo, é imprescindível a consciência e atuação parental nessa luta.

Em segunda análise, a marginalização do tema em sistemas de ensino somada a inércia do governo frente ações efetivas contra essa mazela, acrescem à problemática. Dessa forma, sem uma educação infantil voltada aos limites de uso tecnológico, essa parcela estará mais propensa a desenvolver psico-ses, alienação e doenças físicas. Nessa percepção, segundo a BBC NEWS Brasil, sedentarismo, dificul-dades de aprendizagem, ansiedade e diversos outros pontos negativos que afetam o desenvolvimento infanto juvenil saudável, estão relacionados ao uso desmedido de aparelhos conectados, por crianças. Além disso, é evidente que essa falha Estatal  nesse combate induz essa parcela social ao consumismo obsessivo, pela falsa ideia de liberdade e senso crítico , de acordo com conceitos da indústria cultural vigentes e defendidos pelos filósofos Adorno e Horkheimer.

Logo, fica claro que é impreterível sanar as causas para mitigar os efeitos malévolos no excesso das inovações digitais por menores. Para tanto, os órgãos do Estado nacional, responsáveis pela educação, saúde e desenvolvimento do País, devem criar um projeto com viés em promover conhecimentos acerca  dos malefícios quanto a utilização desproporcional de aparatos e, também, instigar o dever na família nesse processo. Essa ação poderá ser feita por meio de palestras nas escolas, de cunho obriga-tório, bem como a disposição de cartilhas com instruções. Ainda, essas reuniões devem conter espaços interativos com exemplificações, jogos e relatos sobre o tema. Assim, o visto em “Sword Art On-Line” será apenas ficção e as crianças poderão usufruir de melhor qualidade de vida.