ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 18/09/2021

Peter Drucker, filósofo do século XX, descreveu a “Era da informação”, como um período futuro em que a sociedade estaria repleta de tecnologias informacionais. A partir disso, pode-se afirmar que o século XXI faz parte dessa era, devido ao alto uso de aparelhos eletrônicos pela nação. No entanto, é possível perceber o surgimento de um cenário negativo relacionado à parcela social infantil. Isso se deve, não só pelo uso indiscriminado dos recursos informacionais por crianças, mas também pela privação social a qual essa parcela social é submetida.

Primeiramente, cabe ressaltar que a concessão das tecnologias digitais dos pais aos filhos é um determinante do uso indiscriminado por crianças. Essa dinâmica é vista em um episódio da série “Black Mirror”, em que a sociedade futurística é totalmente dependente das tecnologias durante toda a vida, sendo impossível viver fora das redes. Fora da ficção, a realidade é semelhante à passagem, visto que, geralmente os pais estão ocupados com tarefas de casa ou do trabalho e, assim, quando têm momentos livres permitem o uso de eletrônicos às crianças, com o intuito de usufruírem mais do lazer próprio. Dessa forma, a concessão cotidiana das tecnologias de informações fomenta o uso exagerado por crianças.

Além disso, o uso excedente dos aparelhos digitais, possibilita o surgimento de problemas sociais relacionados à interação entre a juventude. Nesse viés, a novela “Malhação: Viva as diferenças” da rede Globo traz uma personagem com fobias sociais devido ao seu autismo e, também, por ter passado a infância isolada sem interagir com outras crianças. Sob essa ótica, a contemporaneidade se aproxima da realidade ficcional, uma vez que, o uso recorrente e ilimitado de tecnologias priva os usuários da interação real com outras pessoas, principalmente durante a infância. A partir disso, surgem fobias sociais futuras, devido à falta de relações interpessoais. Desse modo, o uso indiscriminado se torna um fator limitante para o surgimento de problemas sociais.

Portanto, é imprescindível a ação do Estado para mitigar o uso excessivo de eletrônicos. Assim, cabe ao Ministério da Família-responsável pela educação sadia dos brasileiros- desenvolver atividades lúdicas para evitar a agravação do uso indiscriminado de tecnologias por crianças, através da inclusão dessa meta na Política Nacional de Educação, objetivando a reversão da problemática em questão. Ademais, é dever do Ministério da Cultura-encarregado de desenvolver a cultura e as interações sociais- promover o convívio social da nação desde a infância, por meio do incentivo aos responsáveis para o desenvolvimento dessas interações, evitando-se o surgimento das fobias sociais. Dessa forma, a sociedade estará isenta dos malefícios tecnológicos em um futuro próximo.