ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 20/09/2021
A partir da revolução industrial, diversas transformações ocorreram não só econômicas e tecnológicas como, principalmente sociais. Embora a sociedade brasileira atual apresente contornos específicos, ainda é possível visualizar a negligência presente na questão do combate ao acesso indiscriminado das tecnologias, em especial, os conteúdos consumidos por crianças. Desta forma, observa-se que o uso sem supervisão de um responsável reflete um cenário desafiador, seja em virtude da má influência midiática, seja pela formação familiar.
Convém ressaltar, a princípio, que a mídia contribui para esse cenário negativo. Sob esse viés, o meio digital proporciona o acesso à dados de forma fácil e rápida, auxiliando no aprendizado escolar e no compartilhamento de notícias -podendo ser verídicas ou não. Além disso, é um ambiente de entretenimento através de jogos ou redes sociais. Entretanto, diariamente, na internet é incentivado o consumo exacerbado de conteúdos sem uma fiscalização adequada de faixa etária. Desse modo, expõem os jovens a conteúdos inadequados para sua idade e estão sujeitos aos perigos digitais como, pedofilia, pornografia e a violência. Dessa forma, se os responsáveis não têm acesso à informações sérias através do setor midiático sobre a maneira que essas crianças utilizam as plataformas digitais, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação da questão.
Ademais, de acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Nesse contexto, cabe analisar o papel dos cuidados da família como os primeiros órgãos para a proteção das crianças, e o acompanhamento da infância para um maior desempenho dos jovens, nos mais diversos ambientes onde estão inseridos, evitando, assim, os riscos resultantes do uso indevido. Todavia, parte da população brasileira, em meio a rotina, se ausenta da aplicação desse papel, seja por a necessidade de precisar trabalhar para a manutenção do lar, seja por os pais deixarem os seus filhos sozinhos, com o intuito de realizarem outras atividades, o que promove nos dois casos a superexposição a conteúdos impróprios. Destarte, é imperioso que os familiares analisem tais tradições que motivam a conjuntura nociva e desfavorável atual.
Entende-se portanto, que medidas devem ser tomadas, com a finalidade de mitigar essa problemática. É fundamental, especialistas no assunto, com apoio de ONGs especializadas, desenvolver ações nas redes sociais, por meio da produção de vídeos e propagandas que alertem sobre as reais condições da questão. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar uma maior visibilidade, a fim de causar uma mudança na mentalidade da nação a respeito dessa adversidade, e tornar seguro para todos o ambiente digital.