ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 21/09/2021

No filme “Meninas Malvadas”, Kylie George é uma criança que imita danças e gestos inapropriados para sua idade, após vê-los nos programas de TV que sua mãe e irmã assistem. Do meio artístico para a realidade, o uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças é frequente na conjuntura hodierna. Para que seja viável combater a problemática, é preciso identificar as causas dela. A partir de uma análise, percebe-se que os papel da mídia e da família tem influência grande influência nesse quadro.

Nessa perspectiva, em primeiro lugar, é lícito destacar a má influência midiática como fator que promove o uso imoderado das tecnologias pelo público infantil. Sob esse viés, Pierre Bourdieu afirmou que é inaceitável que a mídia, enquanto ferramenta de democracia, seja utilizada como mecanismo de opressão. Contudo, aplicativos populares entre a audiência mais juvenil, como o TikTok, utilizam algoritmos que deixam os jovens obcecados rapidamente, em razão do efeito surpresa, que os anima pois eles desconhecem o conteúdo que vem a seguir. Destarte, as crianças passam longas horas nos aplicativos, e esse tempo longo pode gerar infortúnios como sedentarismo, insônia e alienação, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). À vista disso, é essencial superar esses paradigmas.

Em paralelo, é possível somar aos aspectos supracitados a estrutura familiar como meio para combater o revés. Nesse quadrante, a sociologia classifica a família como a primeira fonte de socialização, por consequência, primordial para a formação do indivíduo. Isto posto, é indubitável que membros da mesma casa podem, muitas vezes, no que tange ao uso dos aparelhos digitais, compartilhar os mesmos hábitos. Assim, nota-se que os familiares de uma criança podem afetar o uso em questão, seja tornando-o descontrolado ou tornando-o seguro. Entretanto, para tornar a rotina com a esfera digital segura, é preciso de algumas medidas para combater a rotina indevida das crianças.

Portanto, são fundamentais ações para atenuar o cenário de uso indiscriminado das ferramentas digitais pelo público infantojuvenil. Logo, cabe à família, essencial no processo de crescimento da criança, apresentar aos mais jovens atividades alternativas que seriam mais seguras e produtivas, mas ainda divertidas, como exercícios físicos, leitura e artes, a fim de extinguir o uso de tecnologias que passa dos limites entre os menores, e promover um estilo de vida mais sadio, sem os impactos gerados pelo problema. Ademais, é dever da mídia assumir a responsabilidade em proporcionar aplicativos mais democráticos e sem riscos de vício para as crianças, para que as horas de mecanismos digitais na rotina deles não passem das consideradas confiáveis. Quiçá, nessa via, o transtorno é dissipado da socidade hodierna, e menos crianças passam pelo que Kylie George passou.