ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 06/10/2021

O livro “Insígnia”, de SJ Kincaid, retrata um mundo no futuro onde a evolução tecnológica permitiu o uso generalizado de realidade virtual, possibilitando, inclusive, escolas construídas nesse ambiente. Assim como na obra abordada, observa-se que, na atual conjuntura brasileira e mundial, devido aos contínuos avanços da ciência e informática, já ocorre o uso expressivo de meios eletrônicos no cotidiano, já que esses se tornaram indispensáveis. Nesse sentido, é preciso salientar que o uso não supervisionado e indiscriminado desses é altamente prejudicial ao público infanto-juvenil.

Sob tal viés, cabe notar, primeiramente, que, a falta de discernimento do perigo, pelas crianças, gera situações de arriscadas. Isso é perceptível, então - por situações como a representada na temporada recente da série “Greys Anatomy”, na qual uma jovem de catorze anos é sequestrada por um homem que conheceu por meio de um aplicativo - que a inobservância dos pais quanto ao comportamento de seus filhos na internet resulta, consequentemente, em riscos ao bem estar desses. Dessa forma, graças aos fatos supracitados, fica clara a necessidade de se lutar contra o uso irrestrito de tecnologias de informação por menores para se garantir a proteção desses.

Além disso, ressalta-se que há, no Brasil, pesquisas que associam o uso prolongado e desenfreado desses à prejuízos no desenvolvimento infantil. Nesse contexto, é possível referenciar a Universidade de São Paulo por seus estudos, no âmbito da neuropsicologia, que apontam para relevantes danos psicológicos, afetivos e psicomotores pelo uso constante e ilimitado das telas por crianças e jovens, principalmente se esse se iniciar antes dos três anos. Desse modo, é notório que esses fatores desencadeiam uma série de dificuldades a longo prazo por ser, justamente nessa faixa etária, o período em que ocorre o desenvolvimento do cérebro e das sinapses humanas, sendo fundamental o controle da exposição diária para garantir a saúde do infante. Logo, é evidente que o público juvenil deve ter seu tempo de contato com dispositivos de rede restrito.

Portanto, conclui-se que medidas são necessárias para resolver os problemas descritos. Por esse motivo, cabe ao Estado, responsável por todos sob sua tutela, em conjunto com o Ministério da Saúde e da Educação, divulgar os prejuízos do contato irrestrito, e não supervisionado, com as telas e redes, combatendo os perigos desse mal para a sociedade. Essas ações podem se concretizar por meio de propaganda que exponham os efeitos colaterais do uso prolongado e os perigos do acesso indiscriminado a essas, além da parceria com psicólogos e terapeutas comportamentais para atuarem em escolas, orientando as crianças e responsáveis. Espera-se que, com essas medidas, o combate contra esse mal permita que as crianças possam usufruir das novas tecnologias de forma segura.