ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 23/10/2021

A obra cinematográfica “Megan is missing” aborda o sequestro de uma jovem de apenas 16 anos que após conhecer um suposto garoto na internet, aparentemente inofensivo e amigável, acaba sendo estuprada e morta. Fora da ficção, muito se discute sobre o combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação pelo corpo social juvenil, visto que, como conseguinte da falta de acesso e supervisão dos responsáveis ao tempo, redes e sites frequentados pelos de menores, riscos como a obesidade, pedofilia e vícios, acabam sendo associados a tal conjuntura.

Primeiramente, é válido destacar que, segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP), as tecnologias digitais facilitam o aprendizado e os relacionamentos sociais dos jovens por meio da interatividade que a mídia digital oferece. Porém, o controle e a restrição ao uso de tais artifícios pelas crianças se faz necessário, uma vez que, o acesso indiscriminado pode ocasionar em problemas de saúde e comportamentais, como a obesidade, sedentarismo e agressividade. Sob esse viés, nota-se que apesar do meio digital contribuir com o desenvolvimento dos jovens, é ideal que haja supervisão e direção na internet.

Outrossim, uma pesquisa elaborada pelo site “Blog.smp.org.br” contesta que o comportamento das crianças tem sido imprudente em sites digitais e redes, dado que, cerca de 13% dos menores entrevistados disseram que já aceitaram desconhecidos em seus perfis; 32% mentiram suas idades e 52% afirmaram que tinham seus perfis de forma pública. À vista disso, percebe-se a necessidade do diálogo com as crianças e adolescentes para buscar o refutamento de tais atitudes e por fim, promover a segurança de todo corpo inocente.

Em suma, é mister que o Estado e os reponsáveis pelos jovens tomem providências para superar o quadro atual. Nesse âmbito, com o intuito de combater o uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças, cabe ao Ministério da Educação divulgar e informar as consequências e perigos de tais ações no meio tecnológico e digital (como os riscos à saúde, privacidade e etc) por meio das escolas e em lugares públicos com cartazes; assim como os genitores conversarem, auxiliarem e monitorarem o tempo, uso e sites frequentados pelos filhos dentro de casa. Desse modo, instruindo, capacitando e supervisionando as crianças e adolescentes no campo digital, menos casos como de Megan, que não tinha requerimento de tais ações propostas e como conseguinte foi enganada, mutilada e morta, presentes na sociedade.