ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 13/11/2021

Alan Turing, em meio a Segunda Guerra Mundial, projetou um dos primeiros computadores da história, o qual atuava com base no funcionamento de válvulas para processamento de dados. De lá para cá, diversas outras tecnologias foram criadas, como notebooks e smartphones, que propiciaram inúmeros benefícios para a sociedade como um todo. No entanto, o uso indiscriminado dessas máquinas por crianças tem se tornado preocupante e ele se deve à falta de informação e controle pelos responsáveis.

Sob esse viés, é importante destacar como principal fator motivador desse óbice a ignorância da população sobre as consequências negativas advindas do uso exacerbado dessas ferramentas tecnológicas. Nesse contexto, destaca-se a pesquisa realizada pela Universidade de Campinas, na qual verificou-se que, de 21 crianças voluntárias, 14 tinham hábitos sedentários. Sabe-se que o sedentarismo pode levar à obesidade e, consequentemente, à hipertensão, diabetes, colesterol alto, entre outras enfermidades. Dessa forma, é inadmissível a carência de conhecimento por parte expressiva do corpo social quanto a esses efeitos deletérios.

Ademais, vale evidenciar que a ausência de limites pelos pais dada a banalização do uso excessivo encontra-se como fator agravante. Nessa perspectiva, entra em foco a reflexão da filósofa Hannah Arendt sobre o conceito de “Banalização do Mal”, em que o “mal”, quando observado de forma recorrente na comunidade, torna-se algo comum, de menor importância. Portanto, enquanto esse comportamento prevalecer no tecido social, o óbice continuará não recebendo a atenção que merece, o que só piora a situação atual.

Urge que o governo federal, juntamente com a mídia, dessarte, eduque os pais ou responsáveis por crianças, em âmbito nacional, acerca da importância do controle e monitoramento do uso dessas tecnologias pelos filhos por intermédio de propagandas e debates de profissionais da saúde em televisões, rádios e jornais. Isso há de ser feito com o fito da conscientização dos riscos à saúde envolvidos, como os citados anteriormente, a exemplo do desenvolvimento de obesidade, hiperglicemia e pressão alta. Decerto, com tais medidas supracitadas postas em prática, estará o Brasil combatendo, com primazia, o uso indiscriminado de tais tecnologias pelas jovens crianças.