ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 15/11/2021
O livro “Insígnia”, de S.J Kincaid, retrata um mundo futuro no qual a evolução tecnológica permitiu o contato constante com meio virtual a partir de implantes no cérebro das pessoas. Assim como na obra abordada, observa-se que, na atual conjuntura, devido aos avanços contínuos da ciência e informática, já ocorre o uso expressivo de eletrônicos no cotidiano, o que pode ser prejudicial. Nesse sentido, é preciso salientar que o uso não supervisionado e indiscriminado desses é altamente danoso, principalmente ao público infanto-juvenil, pelos riscos que representam à sua segurança e à sua saúde.
Sob tal viés, cabe notar, primeiramente, que a falta de discernimento do perigo, pelas crianças, gera situações arriscadas. Isso é perceptível, por exemplo, em situações como a representada na série médica “Grey’s Anatomy”, na qual uma jovem de catorze anos é sequestrada após conhecer um homem por meio de um aplicativo. Dessa forma, é nítido que a inobservância dos pais quanto ao comportamento de seus filhos na internet pode resultar, consequentemente, em grandes riscos ao bem-estar desses, como o sequestro que ocorreu no programa. Dessa maneira, graças aos fatos supracitados, fica clara a necessidade de se lutar contra o uso irrestrito de tecnologias de informação por menores para se garantir a proteção desses.
Além disso, ressalta-se que há, no Brasil, pesquisas que associam o uso prolongado e desenfreado desses a prejuízos no desenvolvimento infantil. Nesse contexto, é possível referenciar a Universidade de São Paulo por seus estudos, no âmbito da neuropsicologia, que apontam para relevantes danos psicológicos, afetivos e psicomotores pelo uso constante e ilimitado das telas por crianças e jovens, principalmente se esse se iniciar antes dos três anos. Desse modo, é notório que esses fatores desencadeiam uma série de dificuldades a longo prazo sendo fundamental o controle da exposição diária pelos pais para garantir a saúde do infante. Logo, é evidente que o público juvenil deve ter seu tempo de contato com dispositivos de rede restrito.
Portanto, conclui-se que medidas são necessárias para resolver os problemas descritos. Por esse motivo, cabe ao Estado, responsável por todos sob sua tutela, em conjunto com os Ministérios da Saúde e da Educação, divulgar os prejuízos do contato irrestrito, e não supervisionado, com telas e redes. Essas ações podem se concretizar por meio de propagandas que exponham os efeitos colaterais e os perigos do acesso indiscriminado, conscientizando pais e responsáveis sobre os perigos da inobservância, além da parceria com psicólogos e terapeutas comportamentais para atuarem em escolas. Se tais medidas forem seguidas com rigor, o combate contra esses o uso indiscriminado das redes poderia, enfim, permitir que as crianças usufruam das novas tecnologias de forma segura.