ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 19/11/2021

De acordo com Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. No entanto, quando se observa o combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças, nota-se que esse princípio imposto por Hobbes não se concretiza na prática. Certamente, a manipulação vinda dos mecanismos presentes nas redes sociais junto do negligenciamento da população são entraves que contribuem para essa problemática.

Precipuamente, no documentário “dilema das redes”, antigos desenvolvedores de plataformas como Twitter e Facebook, mostram os mecanismos presentes nessas redes sociais e como são projetadas para manter o usuário preso e conectado lá. Além disso, esses mecanismos usam também gatilhos que induzem o cérebro a produzir hormônios, como a dopamina (hormônio associado ao prazer), que precisam de frequentes estímulos, por serem hormônios a curto prazo, o que causa vício. De maneira análoga, com a dependência, os jovens trocam atividades físicas por horas em frente a uma tela, que além de causar problemas relacionados ao sono ocasionam em problemas como obesidade, distúrbios de ansiedade, depressão etc. Além do mais, sem agentes reguladores frequentes, as crianças estão a um clique de qualquer tipo de assunto, entre eles, os inapropriados -vídeos violentes, conteúdo adulto- o que, entre muitas consequências, pode ocasionar em atitudes agressivas, por exemplo.

Outrossim, a internet contribuiu com a educação, facilitou e tornou mais divertida para todas as faixas etárias, em especial, os jovens. Contudo, aproximou os jovens das redes sociais, em conjunto, e tornou quase uma obrigação dos mais novos de se conectar ao online. Ademais, com o crescente uso dos indivíduos de menos idade, aumentou sua exposição a pessoas de má intenção, encontros com estranhos, que de acordo com “blog.smp.orb.br”, 13% e 29% encontram desconhecidos e/ou já tiveram conversas, respectivamente. Fica evidente, nessa perspectiva, a carência de atenção pública para diminuir essa atual situação.

Em suma, é inegável que medidas são necessárias para amenizar esse problema. Portanto, o governo e o Ministério da Educação devem criar uma campanha informativa, por meio das redes midiáticas (facebook, twitter, televisão etc), com o intuito de propagar os malefícios presentes nessas plataformas e preparar os cidadãos para um uso consciente e, os pais para orientar suas crianças. Adicionalmente, o Ministério da Educação, por meio de palestras nas escolas, deve intensificar a propagação de conteúdos preparativos nas aulas, a fim de preparar as crianças desde a educação infantil contra os perigos das tecnologias informacionais. Dessa maneira, retomar ao princípio imposto por Hobbes.