ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 03/03/2022

No livro ‘‘Infância roubada’’, de Júlio Emílio Braz e Telma Guimarães, crianças são obrigadas a trabalhar em laranjais para sustentar suas famílias e como consequência a perda do acesso aos estudos e às brincadeiras foi inevitável. Assim como na obra, menores de 13 anos são afastados de seus direitos pelo uso indiscriminado da tecnologia digital, sendo assim, pode-se afirmar que esse problema ocorre devido à ausência da orientação dos pais e à falta de precisão das fiscalizações de sites e redes sociais.

Em primeiro lugar, enquanto no livro ‘‘Infância roubada’’ as crianças perdem o ingresso à educação e seu lazer por necessidades financeiras do lar, outra realidade está na perda desses previlégios no momento em que os pais deixam seus filhos menores manusearem livremente aparelhos eletrônicos. Esse descuido associa-se ao curto tempo que os responsáveis se dedicam aos menores devido ao trabalho e tarefas domésticas, portanto, um meio mais fácil para mantê-los ocupados e ‘‘comportados’’ estaria em conceder dispositivos eletrônicos a eles e banalizar o uso indiscriminado dessas ferramentas digitais.

Em segundo lugar, a falta de fiscalização dos sites e redes sociais permite que crianças tenham acesso aos conteúdos impróprios para suas idades. Segundo uma pesquisa feita pela Intel Security, 45% das crianças entrevistadas criaram contas no Facebook entre 8 a 10 anos, mesmo a rede social permitindo apenas contas de maiores de 13 anos. Desse modo, as crianças acabam mentindo seus dados para possuírem o acesso desenfreado nos aplicativos sociais e sites, expondo suas vidas e seus familiares.

Portanto, tendo em vista que o manuseio indiscriminado dos recursos online por crianças é resultante da falta do acompanhamento dos responsáveis e da fiscalização das páginas de internet e redes sociais, é necessário que haja uma mudança da realidade. Para tanto, o Estado deveria criar um programa de conscientização sobre os perigos da internet, os quais causam a perda do direito às brincadeiras saudáveis e educacionais dos menores, por meio das mídias em geral. Por fim, os responsáveis teriam mais cuidado na vigilância dos conteúdos vistos por suas crianças e evitaria o uso ilegal da tecnologia digital.