ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 01/05/2022
Na obra “A República”, o filósofo Platão idealiza uma sociedade capaz de alcançar a perfeição, desde que a educação e a razão sejam os pilares essenciais. No entanto, ao presenciar o combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças, compreende-se que essa concepção ainda não é uma realidade no Brasil, visto que o indivíduo mantém uma postura passiva e inerte. Nesta lógica, isso se dá, principalmente, em virtude do fácil acesso à internet - promovendo uma exposição irrestrita nos meios digitais de informação.
Nesse contexto, o fácil acesso simboliza um problema estrutural e atemporal, na medida em que poucos sites limitam o acesso aos usuários, deixando toda informação contida nele aberta à todos. Nesse sentido, segundo “atitude Blasé” - termo proposto pelo sociólogo alemão George Simmel - o sujeito passa a agir com indiferença em meio às situações em que deveria dar atenção. Nesse sentido, entende-se que ao analisar a permanência deste entrave, o ser humano inclina a adotar essa “atitude”, tornando-se passivo e inerte à problemática.
À vista disso, é fundamental destacar a exposição irrestrita aos meios digitais de informação como um seguimento da parcimônia do Estado, dado que é o responsável por assegurar uma educação de qualidade conforme consta na Constituição Federal. Para tanto, conforme o filósofo Rousseau: “o homem é produto do meio onde vive, da sociedade e da educação”. Partindo desse pressuposto, ao presenciar o combate ao uso indiscriminado das tecnologias de informação por crianças, entende-se que o cidadão brasileiro, inserido em um cenário que negligencia a problemática e permite sua continuidade, tende a perpetuar essa conduta e, sobretudo, enxergar esse panorama como irrelevante.
Constata-se, portanto, a necessidade de atenuar o quadro vigente. Para que isso aconteça o Estado - principal responsável pela harmonia social - crie novas leis para os ambientes digitais. Tal medida deve ser cumprida por meio de um sistema de identificação ao acessar qualquer site ou meio de informação digital, limitando os usuários por meio da faixa etária, com o intuito de diminuir o uso indiscriminado dessas plataformas digitais por crianças. Dessa maneira o acesso irrestrito e ilimitado pelas crianças não será mais uma realidade nacional.