ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 14/06/2022
Segundo o estudioso Manuel Castells, a sociedade moderna é sustentada pela dinâmica das redes, a qual promove a conexão dos indivíduos no mundo virtual. Contudo, o uso indiscriminado dos recursos tecnológicos de informação por crianças, estimulado pelo sistema social-digital atual, mostra-se danoso à segurança e ao bem-estar do público infantil, uma vez que facilita a ocorrência de crimes, como a pedofilia, e compromete a saúde dos jovens. Assim, é necessário discutir os riscos da exposição constante às ferramentas digitais, além de propor meios de combate ao uso exacerbado de tecnologias informacionais pelas crianças.
A priori, a hiperexposição infantil ao mundo virtual facilita a ocorrência de crimes e abusos. Dito isto, no filme “Confiar”, em que uma jovem é violentada por um estranho com o qual conversava na internet, percebe-se como a ingenuidade intantil, associada à facilidade de conexão do mundo virtual, representa um fator de risco à segurança das crianças. Neste contexto, o contato facilitado entre as pessoas e o fornecimento desmedido de dados pessoais, possibilita a aproximação de criminosos, fato que facilita a ocorrência de abusos, como denunciado pelo filme, confirmando o risco do uso indiscriminado da internet à segurança infantil.
Em segunda análise, a utilização exacerbada das tecnologias digitais é nociva à saúde do público jovem. Neste cenário, na animação “No game no life”, em que dois irmãos passam os dias inteiros conectados ao videogame, percebe-se como o uso constante dos recursos digitais afeta o bem-estar dos indivíduos. Destarte, a manipulação indiscriminada dos meios digitais promove o vício, como depreende-se da animação, o que desencadeia hábitos pouco saudáveis, como sedentarismo e má alimentação, promovendo a renúncia aos cuidados com o corpo, fato que compromete a qualidade de vida das crianças.
Em síntese, o uso indiscriminado das tecnologias digitais é nocivo ao bem-estar infantil. Logo, a Família, principal instituição responsável pelo cuidado com as crianças, deve, por meio do diálogo e da orientação, conscientizar os jovens dos riscos inerentes ao meio digital e ensinar sobre o uso comedido da internet, a fim de estimular a postura de auto-preservação nas redes sociais. Dessa maneira, evita-se a hiperexposição no meio digital e garante-se a segurança infantil.