ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 22/10/2022

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças, dificultando, deste modo, a universialização deste direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise deve se ressaltar a ausência do Estado em lidar com o uso de descontrolado das tecnologias digitais de informação por crianças. Nesse sentido, o tecido social enfrenta o mau desenvolvimento da parcela infantil da população brasileira, visto que este uso indiscriminado de principalmente celulares provoca o sedentarísmo e a reclução em sua casa, comportamentos estes que são terras férteis para a depressão. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John locke, configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o silenciamento da mídia como impulsionador do uso indiscriminado de tecnologias digitais de informação. Segundo olavo de carvalho o advento da grande mídia democratizou a ignorância. Diante desse exposto a falta de informações na TV aberta sobre as consequências do uso de celulares, computadores e video games por crianças sem o controle de um adulto, faz com que os responsáveis da população infantil desconheçam os perigos da internet. Logo é inadmissível que este cenário continue a pendurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o ministério da saúde, por intermédio projetos sociais que divulguem informações sobre o uso indiscriminado de tecnologias digitais de informação por crianças. Isso pode ser ser feito por meio da destinação de verba pública para campanhas e palestras que visem reduzir este uso indiscriminado, a fim de consolidar uma sociedade em que o Estado desempenha corretamente seu ‘’contrato social’’, tal como afirma John Locke.