ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 01/11/2022

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, anomia social diz respeito à perturbação das instituições sociais, levando-as a um estado de patologia social. Seguindo essa linha de pensamento, o uso indiscriminado das tecnologias tem acarretado em diversos problemas que adoecem a sociedade. Isso ocorre não só devido à propagação da violência, mas também em razão da alienação social. Acerca disso, cabe uma discussão para que se possa entender como combater esse problema.

Em primeira análise, é importante citar o papel alienador que a tecnologia, em suas diferentes esferas, causa nas crianças. Nesse sentido, o filme “Wall-e” mostra como, em um futuro distante, a tecnologia evoluiu ao ponto de se manter sozinha e, ainda, controlar a vida da população. Fora da ficção não é diferente, visto que as novas tecnologias da informação tornaram a geração mais jovem refém da diversidade de jogos e opções de navegação virtual. Dessa forma, a população mais recente, a qual ainda não detém raciocínio próprio desenvolvido, amadurece seu pensamento crítico com base no que é propagado no meio tecnológico.

Paralelo a isso, vale ressaltar os prejuízos advindos das interações tecnológicas na vida das crianças. Nesse viés, em 2022, um adolescente de 13 anos matou sua família em decorrência da proibição de uso exagerado de jogos virtuais. Dessa maneira, esse caso é apenas um dos reflexos dos malefícios da tecnologia no desenvolvimento social das crianças, já que a quantidade de jogos e conteúdo, os quais impulsionam comportamentos agressivos, é extensa. Percebe-se, então, que a falta de controle e monitoramento no uso dos meios tecnológicos de forma tardia prejudica a formação cidadã das crianças.

Depreende-se, portanto, que é de extrema necessidade combater o uso indiscriminado das tecnologias da informação por crianças. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por executar as políticas públicas de ensino, em conjunto com a família, desenvolver projetos que visem auxiliar os pais na diminuição do uso dos meios tecnológicos por crianças e adolescentes, para que assim o desenvolvimento da geração mais jovem seja voltado para outras áreas. Ademais, cabe as mídias reforçarem a identificação de crianças na internet, mediante algoritmos, assim a sociedade não entrará em um estado de anomia.