ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 10/11/2022

As tecnologias digitais da informação foram desenvolvidas no modelo “non thinking”, que é um tipo de software feito para a pessoa usar de maneira intuitiva. Assim, é comum que as crianças tenham facilidade de operar aplicativos de celular e redes sociais, pois todos são desenvolvidos desta forma. Porém, muitos pais, deslumbrados com a agilidade dos filhos diante destas tecnologias, acabam permitindo o uso indiscriminado das mesmas. Este comportamento deve ser combatido, visto que o tempo excessivo de tela traz muitos malefícios a saúde dos pequenos, além dos perigos que a exposição excessiva nas redes sociais trazem.

Primeiramente, a saúde humana deve ser priorizada em todas as fases da vida, mas principalmente nos anos iniciais, porque as crianças estão em formação e desenvolvimento. Segundo estudos científicos publicados ficou comprovado que a exposição excessiva a luz azul das telas eletrônicas causam danos cerebrais, pois afetam a memória. Logo, causam uma maior dificuldade de aprendizado. Também, as crianças estão perdendo o interesse por brincadeiras que tenham interação corporal em prol dos jogos digitais, tornando-as menos ativas e mais suscetíveis a doenças como a obesidade e o diabetes.

Além disso, a maioria das crianças não tem discernimento do que é seguro ou não êxpor nas redes sociais. Como muitos pais não acompanham a forma como os filhos manejam estas, o risco de serem vítimas de criminosos é muito grande. Um exemplo que aconteceu alguns anos atrás foi o jogo da baleia azul. Neste, muitos adolescentes eram convidados a realizar desafios que faziam mal a si próprios e por fim eram desafiados a tirarem a própria vida. Outro exemplo que pode ilustrar este perigo é o número de crianças que são sequestradas por iream ao encontro de pessoas desconhecidas que contataram na internet.

Logo, para combater o uso indiscrinado destas tecnologias é necessária a ação do Governo Federal criando políticas mais rigorosas de restrição a criação de contas em aplicativos mediante os órgãos competentes, necessitando da comprovação etária do usuário. Assim, será possível garantir que apenas pessoas que sejam responsáveis por seus atos operem a plataforma.