ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 29/04/2023

No episódio “Nosedive” da série de Tv “Black mirror” retrata um conto de ficção científica que refletem o lado negro das telas e da tecnologia.No episódio, a protagonista vive uma confusão mental após tentar conseguir aprovação em uma rede social.Tal contexto tange a realidade no Brasil no que diz respeito ao uso indiscriminado de tecnologias de informação por crianças, uma vez que, o controle de informações e desejos, juntamente da naturalização do problema pela população, são fatores fundamentais para a permanência dos casos.

Primeiramente, deve-se enfatizar que a manipulação do comportamento do usuário é um fator subjacente à persistência do problema. O filósofo Herbert Marcuse, de Frankfurt, afirmou em sua dissertação que as sociedades são altamente integradas e padronizadas, tornando-se vulneráveis ​​à manipulação. Dessa forma, fica fácil controlar os desejos dos usuários, como desejos de compra e preferências de conteúdo, por meio de algoritmos que filtram informações pessoais, permitindo que as crianças passem mais tempo curtindo as redes sociais. Assim, torna-se um círculo vicioso que pode desencadear males do usuário, como a ansiedade.

Ademais, a naturalização do caso mostra-se importante para a permanência do imbróglio. Segundo a filósofa Hannah.A, a banalidade do mal configura-se em um tratamento do problema de forma natural, devido a grande convivência com o mesmo. Análogo a isso, casos de crianças que desenvolvem vícios e ansiedade com o uso de aplicativos de conteúdo extremamente rápidos , são vistos com indiferença pelos pais ou parentes próximos, sendo considerados benéficos para o desenvolvimento do indivíduo.Assim, ao longo prazo, o caso se agrava, podendo causar futuros danos psicológicos na criança .

Portanto, ações são necessárias para lidar com esse obstáculo. Primeiro, o Ministério da Educação deve buscar reduzir o uso desordenado das tecnologias de comunicação, enfatizando a importância do uso moderado das redes sociais por meio de palestras de educadores e comerciais de TV aberta. Por fim, o Departamento de Justiça deve punir as empresas que coletam dados ilegalmente e multar os aplicativos que usam algoritmos de filtragem.