ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 22/04/2023

“Foi o tempo em que o presente de criança era o brinquedo”, essa frase foi dita pelo apresentador Ronnie Von no programa “Todo Seu” e evidencia um comportamento preocupante das crianças de hj em dia. Dito isso, esse compotamento se trata do vício e dependência de tecnologias como: celulares, jogos virtuais e até a televisão. Porém, as tecnologias podem ser benéficas para o desenvolvimento das crianças, mas deve-se combater o uso indiscriminado das mesmas pelos menores.

A princípio, assim como foi dito no primeiro parágrafo, as tecnologias, como por exemplo os jogos eletrônicos, trazem benefícios para os mais jovens. Dessa forma, jornais como “Estadão” escreveram matérias sobre como tais tecnologias podem auxiliar no aprendizado e no desenvolvimento de habilidades como: trabalho em equipe, memorização, concentração, resolução de problemas, raciocínio rápido, socialização, coordenação motora e também ajudam a relaxar. Além disso, a adição de tecnologias nas áreas de ensino ajuda as crianças no uso de ferramentas digitais e tecnologias que podem auxiliar na entrada das novas gerações no mercado de trabalho.

Contudo, pesquisa realizada pelo “AppGuardian” mostra um vício preocupante, sendo ele o tempo excessivo que as crianças ficam conectadas com na internet, que de acordo com a pesquisa chega a consumir mais de 5 horas por dia. Além disso, a exposição precoce e excessiva com a internet acarreta no aumento da miopia, obesidade, insegurança, irritabilidade, da insônia, do cansaço excessivo, falta de concentração, do narcisismo e o desenvolvimento de uma “síndrome do imperador” de acordo com o psicoterapeuta Leo Fraiman.

Portanto, a fim de combater o uso indiscriminado das tecnologias digitais pelas crianças, as empresas por meio de novas políticas de uso e controle parental, devem criar regras mais rígidas de cadastro. Tendo isso em mente, as medidas a serem tomadas podem ser a exigência de CPF, versões para crianças de seus aplicativos, restringindo certos conteúdos e o contato com usuários que podem oferecer riscos, restrição na divulgação pública de certas informações e limitação no número de horas para as crianças usarem os aplicativos. Dessa forma, tais ações poderiam ser supervisionadas pelos responsáveis e resultariam na diminuição e no controle do conteúdo e do tempo gasto pelas crianças na internet.