ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 10/09/2023
No seriado “Black Mirror”, protagonizado por Bryce Dallas, é retratado as consequências da digitalização da sociedade atual. Infelizmente, tal conjuntura não se resume às telas, e ilustra as sequelas do uso tecnológico no crescimento infantil. Logo, para opor a incidência digital no início da formação, faz-se necessário analisar as causas que agravam o problema, dentre as quais se destacam a negligência governamental e a ausente abordagem da mídia sobre o tema.
Nesse contexto, inicialmente, destaca-se a omissão pública como mantedora da utilização indiscriminada de eletrônicos na infância. Acerca disso, o economista americano Murray Rothbard pontua em sua obra “Anatomia do Estado” que os representantes presidenciais, guiados por um viés individualista, visam apenas o retorno de capital político. Diante disto, o governo se mostra insuficiente, uma vez que o desleixo para com os efeitos do uso indevido das mídias na saúde juvenil reflete-se nas baixas ações do estado para garantir a qualidade de vida infante. Sendo assim, é imprescindível a intervenção regente para a solução do impasse.
Além disso, a precária aplicação informacional no meio jovem permanece devido a falta de noticiação sobre o tema. Assim sendo, é válido ressaltar a tese “Silenciamento dos Discursos” proposta por Karl Marx. De acordo com Marx, os veículos de comunicação realizam a exclusão proposital de certos temas, com o objetivo de mascarar graves mazelas sociais. Nessa perspectiva, as mídias atuais pouco veiculam notícias sobre os malefícios da exposição digital no amadurecimento infanto-juvenil. Desse modo, uma parcela limitada da população reflete quanto ao assunto e, assim, deixam de exigir que medidas sejam tomadas pelos orgãos governamentais.
Portanto, a fim de combater o uso indiscriminado de tecnologias digitais de informação por crianças, necessita-se que o governo federal, junto ao Ministério das Comunicações, estimulem a supervisão das experiências digitais infantis, por meio da conscientização sobre a danosa exposição as telas, com movimentações estatais que promovam a alfabetização virtual e com a divulgação dos prejuízos comportamentais causados pela digitalização nos meios de comunicação. Assim, a iniciativa objetiva reagir aos impactos do mundo digital na saúde jovem.