ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 13/05/2024
John Locke, filósofo inglês, destaca que é dever do Estado assegurar os direitos e o bem-estar da população. No entanto, em virtude do notório uso indiscriminado das tecnologias digitais por crianças na sociedade brasileira, é válido reconhecer como o Poder Público não atua de modo efetivo e não exerce seu papel social conforme os ideais de John Locke. Nessa lógica, é possível analisar a falta de racionalidade no uso dessas tecnologias e a reprodução de comportamentos sociais como impulsionadores do problema.
De início, percebe-se que a falta de racionalidade fomenta a permanência do entrave na sociedade. Nessa ótica, ao destacar a ideologia do filósofo Platão, especificamente sobre o uso da razão para combater os problemas sociais, nota-se como essa conduta não é realizada pelos brasileiros, sobretudo quando se trata da falta de regulamentação e vigilância no uso das redes sociais por crianças. Isso porque, lamentavelmente, o Estado não promove campanhas educativas ou regulamentações eficazes para conscientizar os familiares sobre os riscos e benefícios dessas tecnologias.
Além disso, vale ressaltar a reprodução de comportamentos sociais como um fator que dificulta a atenuação do empecilho. Segundo Pierre Bourdieu, sociólogo francês, os indivíduos incorporam comportamentos difundidos ao longo dos anos e os reproduzem com naturalidade. Isso pode ser verificado com a persistência do uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças, já que as mesmas, acostumadas com o comportamento de adultos nas redes, se espelham em suas ações e fazem uso inadequado dessas tecnologias, permitindo que a problemática supracitada continue em evidência.
Urge, portanto, a adoção de medidas para combater a problemática supracitada. Nesse sentido, o Ministério da educação precisa implementar campanhas de conscientização, por meio de parcerias com escolas da rede pública e privada, para melhorar as regulamentações familiares a respeito do uso da tecnologia por crianças. Destarte, será possível proteger o público jovem e promover um uso mais consciente e saudável das tecnologias digitais de informação .