ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 14/05/2024
Há poucas décadas, as crianças usavam seu tempo livre para bricar fora de casa, conversar com os amigos, andar de bicicleta, dentre outras coisas. Em pouco mais de vinte anos, com a explosão de novas tecnologias, as crianças usam seu tempo livrem, algumas vezes até seu tempo útil, com o uso excessivo de redes sociais, video games e telas no geral, ultrapassando quase seis horas de uso por dia. A falta do monitoramento por parte dos pais das crianças e da regulamentação adequada para proteger o público infantil de uso excessivo são as principais causas dessa problemática.
Fazendo referência à primeira causa, é possível notar que, mesmo vivendo no mesmo ambiente, vários pais estão perdendo o contato com os filhos, seja pelo diálogo ou pelo simples contato visual, já que preferem permanecer nas telas. Isso se dá pelo fato de muitos pais e responsáveis não imporem limites sobre a utilização das tecnologias pelos seus filhos, que também desencadeia em um sentimento nascisista, levando a uma inversão da hierarquia da família, em que a criança não acha que deve obedecer os seus pais e responsáveis, além de aumentar o sedentarismo, a desconcentração, a irritação, a dificuldade para manter a qualidade do sono e prejudica o sentimento de empatia e autoestima.
Ainda assim, mesmo com todos os exemplos citados, as crianças ficam totalmete vulneráveis e desprotegidas quando criam perfis em redes socias - instagram, Facebook, Twitter, dentre outras - e entram em contato com desconhecidos que, em sua maioria, são mal-intecionadas. Expostas várias vezes a conteúdos sexuais e predadores, a inocência e integridade da juventude fica cada vez mais difícil de ser preservada, em especial daquelas com idade abaixo de 13 anos. Como muitas plataformas de rede sociais não possuem restrições de idade, fica mais fácil para que elas se deparem com coisas impróprias.
Portanto, vê-se necessário que os responsáveis das crianças saibam monitorar melhor sua utilização de tecnologias, por meio de aplicativos especializados, a fim de adequar esse uso para o aprendizado, além do aumento da regulamentação para o acesso a redes sociais para menores, visando evitar contato com conteúdos impróprios. Assim, será possível que a tecnologia não seja maléfica à juventude.