ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 12/05/2024
O filósofo brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema positivista “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional, mas também para a nação que enfrenta significativos estorvos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, o uso indiscriminado das tecnologias digitais por crianças representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que tal postura resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Esse panorama é calcado na inoperância educacional parental e tem como consequência o aumento da nomofobia em crianças.
De início, há de se constatar a débil ação parental como mantenedora da problemática. Acerca disso, o filósofo Byung Chul-Han, em seu livro “Sociedade do Cansaço”, apresenta a ideia de que, ao se renderem á uma extensa jornada de trabalho, os responsáveis por uma criança não são capazes de prover a ela a devida e necessária atenção. Os responsáveis parentais, contudo, vão de encontro com as ideias de Chul-Han, uma vez que entregam para a tecnologia a responsabilidade de prover atenção e entretenimento a criança. Logo, é inadimissível que esta situação continue a perpetuar.
Por conseguinte, engedra-se a crescente nomofobia entre crianças. Posto isso, de acordo com a CNN Brasil, uma pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil, registrou que em 2021, a faixa de crianças entre 9 e 10 anos que utilizava a rede era 92%, um aumento significativo em relação a 2019, que registrava 79%. Diante de tal exposto, fica claro que a dependência digital entre crianças está se tornando cada vez maior. Logo, é necessário uma intervenção, para modificar essa questão.
Depreende-se, portanto, que é mister a atuação governamental no combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças. Assim, a fim de diminuir a parcela de crianças com nomofobia, a dependência emocional em aparelhos eletrônicos, é dever do Ministério da Família, em parceiria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, investirem na promoção de atividades e formas de entretenimento acessíveis para crianças, como por exemplo, feiras recreativas gratuitas. Somente assim, os brasileiros verão o progresso referido na Bandeira Nacional Brasileira como uma realidade.