ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 14/05/2024
Mesmo antes das grandes guerras, que por si só foram responsáveis por grandes avanços tecnológicos no mundo, o maquinário industrial e os dispositivos do cotidiano já haviam se modernizando. Menos de um século depois, é impossível não encontrar ao menos um indivíduo utilizando um telefone celular — seja na rua, no trabalho, na escola —, a maioria possui um. Isto também inclui, no entanto, crianças, sendo expostas muito jovens aos perigos do mundo informacional. Tal problemática ocorre pela falta de legislações e fiscalização na “web” e a falta de educação sobre o mundo virtual.
Apesar de a exorbitante estatística de quase 90% dos brasileiros possuírem acesso à internet — segundo uma pesquisa do IBGE —, pouco se movimenta nas câmaras legislativas no âmbito digital. Apesar de avanços passados como o Marco Civil da Internet, aprovado pelo planalto em 2014, pouco se conquista na fiscalização destas leis. Uma matéria do SBT, por exemplo, relata como, em 2023, a rede social X (antigo Twitter) possuía inúmeras postagens incentivando massacres escolares no Brasil. Nesta ocasião, tornou-se necessária uma intervenção direta do governo para derrubar as postagens virtuais, exacerbando a ineficiência da fiscalização atual.
Além disso, são muitos os pais que não ensinam para os filhos os perigos da internet — muito pelo contrário. Em um mundo cada vez mais corrido, tornou-se hábito entregar um tablet para um bebê parar de chorar, sem monitorar a atividade da criança. Em uma matéria da Folha de São Paulo, o jornal exibe uma pesquisa que indica que, à cada 10 responsáveis, apenas 2 monitoram a atividade dos filhos. Ao não fornecer a educação necessária para lidar com o fluxo diário de milhões de estranhos na rede, os pais abrem portas para encontros indesejados entre seus filhos e criminosos.
Portanto, visto os riscos de deixar crianças na internet sem nenhum tipo de atenção, é dever do Ministério da Educação implementar na Base Nacional Comum Curricular a área de conhecimento da formação virtual, visando construir jovens mais preparados para usar a rede. Além disso, cabe à Polícia Militar, em conjunto com o poder legislativo, firmar leis que inibem a criminalidade virtual.