ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 13/05/2024

Na obra “A República”, o filósofo grego Platão idealiza uma cidade livre de desordens e problemas, em que o povo trabalha em conjunto para superar todos os obstáculos. Fora da ilustre produção literária, com ênfase na sociedade brasileira hodierna, percebe-se o oposto dos ideais de Platão, visto que o combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças representa um obstáculo de grandes proporções. Assim é notório que esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de fiscalização familiar, quanto da negligência governamental.

Em primeira análise, é crucial explorar o feito da falta do monitoramento familiar como principal agente influenciador do revés. Segundo o professor da USP Gustavo Monaco, “O monitoramento deve ser pensado de acordo com a faixa etária do menor”. Diante desse pressuposto, percebe-se que a ausência da fiscalização parental é consequência da agitação do cotidiano. A falta de tempo para acompanhar as crianças diariamente, causa a inexistência do controle do uso de tecnologias. Destarte, isso retarda a resolução do empecilho, já que a ausência de fiscalização familiar contribui para a perpetuação desse cenário caótico.

Outrossim, é imperioso analisar a ausência de medidas governamentais para combater a negligência estatal. De acordo com o Art. 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os indivíduos nascem livres e iguais em direitos e dignidade, porém esse preceito não é concretizado na sociedade, uma vez que o Estado não cria medidas públicas voltadas à negligência estatal e como consequência o aumento do uso de tecnologias digitais de forma indevida por crianças. Dessa forma, fica claro, que as autoridades, com urgência, precisam mudar seu posicionamento diante do impasse.

Urge, portanto, que é imprescindível a mitigação dos desafios para combater o uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças. Assim, o Ministério da Família, deve criar mediante verbas públicas, palestras sobre o uso de tecnologias por crianças. Isso pode ser feito por profissionais da educação, em lugares públicos, a fim de apresentar os problemas do uso excessivo. Assim, a sociedade brasileira chegará perto das convicções platônicas e bem-estar social.