ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 09/05/2024

Promulgada em 1988, a Constituição Federal (CF) vigente assegura direitos fundamentais para a democracia e vida digna de seus cidadãos. Porém, o combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças e suas consequências, como expô-las a conteúdos prejudiciais e riscos de tráficos interferem no sistema harmônico do Estado brasileiro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.

Diante desse cenário é preciso explorar o quesito sociocultural e as suas implicações na temática. De acordo com Pierre Bourdieu, “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”. Sob tal perspectiva, no Brasil, há passividade na reflexão crítica brasiliano sobre os conteúdos prejudiciais presentes na internet destoa do progresso bourdieuseano e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a matriz do imbroglio. Consequentemente, essa ausência de autocrítica funciona como base para a intensificação de assuntos inapropriados para as crianças assistirem.

Ademais, convém destacar as falhas estatais. A esse respeito, John Rawls, na

teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo.

Contudo, visto que existe o risco de tráfico e de segurança contrastam com a tese do autor, uma vez que o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo, tendo em vista que existe um crescente impacto na saúde mental e física das crianças. Com isso, é inadmissivel a inoperancia das esferas de poder no que tange à mitigação do viés.

Portanto, entende-se que Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças é um obstáculo intrínseco de raízes culturais e governamentais. Logo, o Ministério das Comunicações, por intermédio da coparticipação de programas midiáticos de alta audiência, deve discutir e elucidar o assunto, com o objetivo de mostrar as principais sequelas do problema e, de forma detalhada. Feitos esses pontos, com a criticidade proposta por Bourdieu e o Pacto Social de Rawls, a sociedade brasileira terá uma vida digna, como preve a Constituição Federal.