ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 14/05/2024

A Constituição Federal de 1988 assegura a todos os indivíduos o acesso à educação como direito de todos os cidadãos. No entanto, percebe-se que, na atual realidade brasileira, não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito ao combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças, o que impede a universalização desse direito social tão importante. Assim, é notório que esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência do governo, quanto da falta de conscientização dos responsáveis pelas crianças. Logo, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro plano, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o problema. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 82% das crianças brasileiras têm acesso à internet, mas apenas uma pequena parcela recebe orientações sobre o uso seguro e saudável da tecnologia. Dessa forma, o Estado precisa implementar políticas públicas que promovam a conscientização e ofereçam orientação adequada tanto para os pais quanto para as escolas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Outrossim, é crucial explorar o efeito da falta de conscientização dos responsáveis pelas crianças como outro agente influenciador do revés. De acordo com dados do IBGE, mais de 70% dos pais brasileiros não monitoram o tempo que seus filhos passam na internet diariamente. Essa falta de supervisão contribui para o aumento do uso indiscriminado das tecnologias digitais, podendo acarretar problemas de saúde física e mental, além de interferir no desenvolvimento educacional. Com isso, a falta de conscientização dos responsáveis perpetua esse cenário caótico.

Infere-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos desafios para combater o uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças. Assim, o Ministério da Educação deve criar programas de conscientização para os pais e responsáveis, incentivando o monitoramento e a supervisão do uso da tecnologia pelas crianças, por meio de campanhas educativas, workshops e debates.Com essa ação, a sociedade brasileira poderá se aproximar das convicçõess platônicas de uma educação integral e alcançar o bem-estar social.