ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 13/05/2024

A alteridade é o exercício de se colocar no lugar do outro, e o perceber como uma pessoa singular e subjetiva. Desse modo, percebe-se que na questão do combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças falta a aplicação desse conceito por parte dos poderes públicos, o que provoca inúmeros problemas à coletividade. Assim, é imperioso o debate disso, com foco em medidas regulatórias e na promoção da educação digital.

Inicialmente, urge salientar que a relação casuística da adversidade se dá pela negligência governamental. Sobre isso, o filósofo Thomas Hobbes, dentro da obra “O Leviatã”, afirma que é função do Estado, a partir do Contrato Social, a imposição da ordem e das garantias naturais ao indivíduo. No entanto, esse mesmo ente provoca o uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças a partir do momento em que ele não efetiva o direito à proteção da infância. Com isso, a cidadania é colocada em um plano imaginário e o óbice persiste.

Outrossim, torna-se imprescindível referenciar Sêneca, grande filósofo do Império Romano, que, uma vez afirmou “Não estudamos para a vida, mas para a escola.” Todavia, quando se adentra a realidade hodierna, as escolas, uma das principais ferramentas de formação de opinião, negligenciam o ensino sobre os riscos e o uso responsável das tecnologias digitais, contribuindo para a falta de conscientização e controle por parte das crianças e adolescentes. Dessa forma, as crianças se tornam adultos desfamiliarizados com o impacto do uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação.

Destarte, fica evidente que são fundamentais a criação de alternativas para amenizar o impasse citado. Para isso, os Interlocutores da informação, como noticiários televisivos e canais da imprensa em outras plataformas, devem promover a relevância sobre a importância da educação digital desde a infância, por meio de vídeos e debates com especialistas na área. Isso com a finalidade de conscientizar crianças, pais e educadores sobre os riscos e benefícios das tecnologias digitais, além de fornecer orientações para um uso responsável e seguro. Logo, o combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças será intermediado no século XXI.