ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 14/05/2024

Evidentemente é necessário o combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças, visto que, as mídias digitais contribuem substancialmente para diversos problemas de saúde, seja físico ou mental, e além disso apresentam um risco a segurança de crianças. Tal problemática se agrava quando não há fiscalização e educação por parte dos responsáveis e pela falha da confiança em aplicativos, mídias sociais e ferramentas de busca.

A princípio, é fundamental analisar as condições socioambientais da criança e como elas interferem na vida de cada uma. Nesse sentido, de acordo com o psicanalista Freud, o ser humano se configura como um sintoma social, refletindo em seus hábitos aspectos de seu cotidiano. Portanto, um indivíduo que cresce em um ambiente onde nao há o uso das tecnologias digitais de forma controlada tende a manter esse comportamento no decorrer de sua vida, prejudicando-as, principalmente, na área da saúde. Logo, parentes e pessoas próximas devem se informar das consequências de suas ações, para que possa fiscalizar os aparelhos digitais e educar sobre os impactos que eles podem causar.

Ademais, é imprescindível ressaltar, o descaso de plataformas online com a segurança de menores de idade. Nesse viés, de acordo com dados de uma pesquisa feita em 2019, 32% das crianças mentem a idade no Facebook, plataforma que permite inscrição apenas para maiores de 13 anos, 13% adicionam desconhecidos nas redes sociais, 13% encontraram-se com alguém que conheceram na internet e 29% tiveram contato pela internet com desconhecidos. Com isso, as crianças por falta de orientações, acabam ficando à mercê da falta de segurança.

Infere-se, portanto, que ainda há impasses sociais que garantem a manutenção do uso indiscriminado das tecnologias digitais por crianças, assim, são necessárias medidas de intervenção. Por conseguinte, urge que os pais e responsáveis estudem sobre os impactos e fiscalizem os aparelhos digitais, fortificando, assim, a promoção de ambientes mais saudáveis. Concomitantemente, cabe ao Governo criar leis que aumentem o nível de segurança dos aplicativos, garantindo, consequentemente, a confiança nos mesmos.